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Guerra contra o Irão não está a alcançar o objetivo: o fim da teocracia

Se o objetivo não for alcançável por via dos ataques externos, a opção pode ser uma invasão terrestre, que Washington não quer e Telavive não pode. A alternativa é a ‘eternização’ da guerra ao estilo da Ucrânia. Entretanto, o fim do Ramadão e o dia Laylatul Qadr disparam novos alertas de segurança.

Um dia depois de fontes israelitas terem admitido que o regime teocrata de Teerão não está em colapso, esta quinta-feira foi a vez de a inteligência dos Estados Unidos ter indicado precisamente o mesmo: a liderança do Irão permanece em grande parte intacta e não corre o risco de colapsar num futuro próximo. Segundo adianta a agência Reuters, são inúmeros os relatórios das ‘secretas’ norte-americanas que fornecem “análises consistentes de que o regime não corre perigo” de colapso e “mantém o controlo da opinião pública”. Ou seja, o primeiro objetivo da guerra lançada por Telavive contra Teerão e seguida por Washington está longe de alcançar o seu primeiro objetivo: derrubar o regime dos aiatolas. O segundo – acabar com o poder militar do Irão, desde logo ao nível dos mísseis – também não parece ter sido atingido, pelo menos a ver pelos ataques que continuam a sair do Irão para vários objetivos exteriores.

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