Em 2024 chegou ao mercado a ideia da primeira rede social de compras da Europa, que conjuga marketplace com uma rede social, a Bloop. Uma ideia inovadora que conseguiu arrecadar 1,4 milhões de euros numa ronda de pre-seed, que contribuiu para levar a plataforma a público.
No ano seguinte, a Bloop chegou ao público, em versão beta e apenas disponível para um grupo restrito de pessoas. Em setembro do mesmo ano, passou a estar disponível a todos. Passados oito meses a startup já tem planos para internacionalizar para Espanha ainda este ano.
Francisco Rodrigues, CEO e fundador da Bloop, afirmou ao Jornal Económico (JE) que a plataforma já foi criada com o objetivo de ser internacional. O primeiro destino será aqui ao lado, Espanha, mas a marca já está registada em “Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha e Brasil”, referiu, salientando que a startup tem “planos para entrar nestas geografias nos próximos dois anos”.
Esta internacionalização, que ainda não tem data marcada, mas que deve acontecer até ao final deste ano, vai se dar com 50 mil utilizadores portugueses e com 150 vendedores, sendo que 10% são espanhóis.
As perspetivas para o mercado espanhol são positivas, com o CEO a referir que a “cultura dos espanhóis é ainda mais virada para aproveitar este tipo de benefícios e de plataforma”.
Para além de internacionalizar, a startup lançou mais metas para este ano, sendo uma delas ultrapassar os 100 mil utilizadores em Portugal. No que toca aos vendedores, o CEO salientou que a plataforma tem “facilidade e conseguir vendedores”, contudo a startup seleciona “criteriosamente” quem pode vender na plataforma. “Temos uma lista muito grande de vendedores que querem vender na Bloop”, revelou.
Mas o que torna esta plataforma única?
A ideia era criar uma plataforma onde qualquer pessoa pudesse ganhar com as suas recomendações, e de certa influenciasse o público à sua volta, sem ser necessário ter milhares de seguidores. Assim nasceu esta plataforma, onde cada um pode influenciar o outro a comprar artigos.
Como qualquer outra rede social, a Bloop funciona através de publicações, nomeadamente fotografias e vídeos, onde o utilizador partilha o produto que adquiriu. É nesta partilha que entra a funcionalidade de marketplace, ou seja, na fotografia, ou vídeo, é colocado o link do artigo, e cada vez que algum utilizador compre o mesmo artigo através dessa publicação dá benefícios ao autor da mesma.
Só por fazer a publicação, o utilizador da Bloop já está a ganhar 10%, e cada vez que se fizer uma compra a partir dessa publicação o utilizador ganha mais 10%. Ou seja, o cliente da Bloop pode estar sempre a ganhar, e a descontar esse dinheiro em novas compras, sendo que pode ir acumulando os créditos. Contudo, há regras, cada comprador tem até 30 dias para fazer a sua publicação, e 45 dias para utilizar os créditos que tem.
Este é um modelo de negócio que é difícil de explicar aos utilizadores, uma vez que assumem logo que “aumentamos as comissões e que os vendedores vendem com preços mais caros”, contudo os preços são os “normais” porque “têm de ser competitivos com as outras plataformas”, apontou.
A plataforma não tem limite de créditos para os utilizadores, pelo que é possível os clientes comprarem um artigo de “borla”, utilizando apenas os créditos que foram ganhos com as suas publicações e influencias.
Os dados revelam que 60% dos utilizadores fazem uma publicação, o que “acaba por ser exatamente o que almejamos com este negócio”, e 80% dos utilizadores usa os créditos disponíveis em novas compras.
“A lógica é criar um modelo de negócio que permita que toda a gente ganha com a sua influência”, referiu Francisco Rodrigues, salientando que o modelo de distribuição das comissões da startup “é único e permite que a Bloop tenha uma margem positiva sustentável”.
Atualmente, a plataforma já vende várias categorias, desde beauty, moda, eletrónica, artigos para animais e para casa e desporto, mas está a preparar lançar uma nova categoria, experiências. “Os clientes vão conseguir comprar atividades de spa, passeios turísticos, guias turísticos, restauração e concertos”, revelou.
Espanha vai ser primeiro mercado internacional da Bloop
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Depois de oito meses no mercado português, a plataforma que junta um mercado e uma rede social já planeia internacionalizar-se.