Longe dos grandes centros urbanos, a luz era escassa, feita de velas e candeeiros a petróleo, desenhando um país que vivia entre sombras — o chamado “país à luz de vela”. Nesse cenário de desigualdade energética surgiam também sinais tímidos de modernidade — como o Enfield 8000 amarelo de dois lugares, um dos primeiros carros elétricos a chegar ao país, quase como uma visão antecipada de um futuro ainda distante. Foi neste contexto que nasceu a EDP, herdando um sistema elétrico fragmentado e desigual.
Em 1976, no ano de arranque, a EDP produzia cerca de 9 TWh, tinha uma capacidade instalada de aproximadamente 3 GW e a atividade estava limitada ao território nacional. Hoje, passados 50 anos, a EDP é um player global com presença na Europa, América e Ásia, com um portefólio diversificado que inclui centrais hídricas, eólicas, solares, sistemas de armazenamento por baterias, ativos de gás natural e uma vasta infraestrutura de redes elétricas. Com perto de 12 mil colaboradores, serve quase nove milhões de clientes em mercados regulados e liberalizados (e mais de três milhões de clientes em Portugal.
“A escala de transformação é extraordinária: mais de 90% da nossa produção de eletricidade (acima de 60 TWh) já tem origem renovável, quando há 20 anos essa percentagem era de apenas 20%. Contamos hoje com cerca de 30 GW de capacidade instalada e as nossas redes elétricas estendem-se por aproximadamente 400 mil quilómetros em Portugal, Espanha e Brasil. Projetos como o Alqueva — verdadeiro laboratório vivo de hibridização entre hídrica, solar flutuante e armazenamento, e um projeto pioneiro à escala mundial —, ou Pracana, o primeiro projeto do grupo a nível global a combinar hídrica e solar terrestre, ou mesmo o WindFloat, um projeto marcante no setor da eólica offshore flutuante, ilustram bem esta evolução: da construção das bases do sistema elétrico à liderança em soluções inovadoras à escala industrial”, resume Miguel Stilwell d'Andrade, CEO da EDP, ao Jornal Económico. Até 2028, a EDP planeia investir cerca de 12 mil milhões de euros em renováveis, armazenamento, redes e flexibilidade. É precisamente este percurso — feito de transformação, inovação e capacidade de antecipar o futuro — que serve de base à nova campanha da marca. Sob o mote “Imagina os próximos 50 anos”, os protagonistas do filme principal são Carminho, Vhils, Aires Mateus e Jéssica Silva.
Em comum, na música, na arte, na arquitetura e no desporto, estes cinco nomes têm percursos marcados pela dedicação, reinvenção e capacidade de abrir novos caminhos, em Portugal, mas também a nível global.
Assinada pela Havas, com produção da Bro, e planeamento de meios da Wavemaker, a campanha vai estar em TV, digital, Out-of-home (OOH) e cinema até dia 21 de abril. A celebração dos 50 anos estará depois presente na comunicação da EDP ao longo deste ano, em momentos estratégicos para a empresa.
No ano em que completa 30 anos de atividade no Brasil, a EDP lançou também uma campanha publicitária com o objetivo de reforçar o seu posicionamento de marca e, principalmente, a sua atuação já consolidada no mercado livre de energia. Desenvolvida pela agência Brivia, a campanha será veiculada entre março e maio no Espírito Santo, em Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. “A internacionalização da EDP foi feita com uma visão clara: uma marca global, com raízes e abordagens locais em cada geografia. A consistência tem sido garantida através de valores e propósitos comuns — excelência técnica, rigor operacional, segurança, inovação, responsabilidade, visão de futuro — que orientam a atuação da empresa em todos os mercados. A marca é a mesma, mas a forma de estar no território reflete as prioridades e necessidades de cada país”, explica Stilwell d’Andrade.
Em junho de 2022, através de uma estratégia inside-out (de dentro para fora), foi apresentada uma nova identidade visual da marca que reflete a transformação da EDP nos últimos anos, para uma empresa mais global, inclusiva e focada no futuro, na sustentabilidade, inovação e responsabilidade social (e alinhada com a estratégia de negócio). O logótipo e a identidade gráfica foram inspirados na circularidade da natureza, do planeta, e das várias fontes de energia renovável – o sol, as turbinas eólicas e hídricas –, elementos chave na estratégia da empresa. As cores escolhidas – verde, azul e roxo – representam a sustentabilidade da natureza, as energias limpas, a tecnologia e as pessoas. “Vivemos um momento de profunda transformação no setor energético. O aumento da procura global por energia, a incerteza geopolítica, o rápido desenvolvimento da inteligência artificial e a necessidade urgente de alcançar a neutralidade carbónica colocam desafios técnicos e industriais cada vez mais exigentes. Neste contexto, a agilidade, a acessibilidade, a segurança energética e a capacidade de execução tornaram-se mais críticas do que nunca”, afirma o CEO da EDP.
Num setor energético em mudança acelerada, a EDP procura consolidar o seu posicionamento e reforçar o seu papel na transição para um modelo mais sustentável e eficiente. “Se os primeiros 50 anos foram marcados pela construção das bases do sistema elétrico moderno, os próximos serão guiados pela ambição de ir ainda mais longe, com coragem, propósito e visão. A EDP continuará a colocar as pessoas no centro e a ter uma ambição clara: transformar conhecimento técnico, engenharia e inovação em infraestruturas que sustentam a economia e a sociedade. Transformamos imaginação em ação todos os dias. Queremos continuar a ser uma marca global com impacto local. Uma marca que lidera pela inovação, mas também pela confiança, pela colaboração e pela capacidade de antecipar o futuro, com um papel central num sistema energético cada vez mais eletrificado, descarbonizado e resiliente”, conclui Miguel Stilwell d’Andrade.
EDP : De player local a player global em cinco décadas
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Empresa : A EDP celebra 50 anos de atividade em Portugal. Começou por ser uma empresa nacional de serviço público e evoluiu para líder global em energias renováveis e redes. Tem nove milhões de clientes na Europa, América e Ásia, 12 mil colaboradores e gere 400 mil quilómetros de rede elétrica. Não é coisa pouca. É mais