Skip to main content

“É possível e urgente fazer um melhor alinhamento de competências”

Reitor da Universidade de Aveiro e presidente do CRUP, em fim de mandato, alerta para o estrangulamento financeiro que se vive nas universidades. Defensor entusiasta da requalificação e do alinhamento de competências, deixa o aviso: as universidades têm de ser ágeis a adaptar currículos e as empresas têm de investir mais na valorização dos talentos que elas formam.

Paulo Jorge Ferreira, 63 anos, vai, em breve, regressar ao que mais o apaixona: os alunos, a sala de aula, ensinar. O professor catedrático no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática, que é um dotado na escrita, está a concluir o segundo mandato consecutivo como reitor da Universidade de Aveiro e o seu mandato como presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).
Nesta entrevista-despedida dessa dupla função, deixa claro que a situação nas universidades é grave do ponto de vista financeiro e não resulta de má gestão. Aponta o dedo ao modelo de financiamento, que penaliza quem tem uma estratégia e à falta de plurianualidade que impede o planeamento estratégico.
Natural de Torres Novas, preocupado com as questões do mundo real, pragmático, tem vindo a alertar aos longo dos anos para o desequilíbrio entre as competências das pessoas e as necessidades das empresas.
Insiste que é urgente fazer um melhor alinhamento de competências e destaca as microcredenciais como solução ideal e ágil para a requalificação rápida dos portugueses. Merece todo o nosso crédito.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico