Os governadores e presidentes dos bancos centrais lusófonos anunciaram a criação da chamada Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP).
A reunião inaugural da estrutura, cuja primeira presidência anual estará a cargo do Banco de Portugal, terá lugar em Luanda em novembro deste ano. “Cada Banco Central trará para a agenda da Rede a discussão de temas de interesse comum, que lhe sejam especialmente pertinentes e relevantes, e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão”, explica o BdP em comunicado.
A decisão foi concertada num encontro à margem das Reuniões de Primavera do FMI/Grupo Banco Mundial, que decorrem entre os dias 13 e 18 de abril, em Washington.
“A criação da Rede dos BCPLP espelha a importância crescente da construção de pontes entre as instituições dos nossos países, reforçando, estruturando e tornando permanente o trabalho conjunto que já tem vindo a ser realizado. A partilha de conhecimento e a cooperação entre todos permitirá um desempenho mais efetivo das nossas missões e o alinhamento de posições potenciará a relevância dos BCPLP no quadro internacional e nos diversos fóruns multilaterais”, lê-se numa nota publicada pelo Banco de Portugal.
Através de uma presidência anual rotativa, cada banco central trará para a agenda da Rede a discussão de temas de interesse comum, que lhe sejam especialmente pertinentes e relevantes, e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão. A primeira reunião oficial desta rede de bancos centrais lusófonos terá lugar em novembro de 2026 em Luanda, e a primeira Presidência será assegurada pelo Banco de Portugal durante 2027.
Estão ainda previstos, a par de encontros regulares de alto nível, “grupos de trabalho para discussão dos temas da agenda, numa perspetiva técnica, fomentando a troca de experiências e a partilha de boas práticas e conhecimento de forma transversal nos Bancos Centrais lusófonos”.
Os membros da Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa irá criar um comité de política económica, dedicado à análise e discussão de assuntos e políticas de interesse economias dos vários países. De acordo com o governador do Banco de Portugal, a iniciativa “é um importante passo” para o reforço da parceria estratégica entre os bancos centrais lusófonos e para a partilha de “experiências e melhores práticas”. “Tenho a certeza que esta rede de bancos centrais vai marcar a diferença nos nossos países e na lusofonia”, escreveu Álvaro Santos Pereira na sua página.
A iniciativa tem o “intuito de fortalecer a parceria estratégia e fomentar a lusofonia”, acrescentou o governador do BdP.
Criada rede dos bancos centrais da lusofonia
/
Primeira reunião da BCPLP terá lugar em Luanda em novembro. Portugal assumiu a presidência anual rotativa da rede. Álvaro Santos Pereira defende partilha das “melhores práticas”.