O chanceler alemão Friedrich Merz foi o primeiro líder europeu a visitar o presidente Donald Trump em Washington depois do início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão – e desde a primeira hora que se colocou do lado da dupla ocidental, mas, decorridas duas semanas, parece estar a começar a ter dúvidas. Esta segunda-feira, voltando ao tema, Merz disse que a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão "não tem nada a ver com a NATO". As declarações do chanceler surgem depois de o presidente norte-americano ter exigido ajuda dos aliados para desbloquear o estreito de Ormuz, e dias após ter levantado dúvidas sobre a estratégia que está por trás da guerra. De facto, Merz afirmou que não há um plano para conduzir a guerra e principalmente que não há um plano para acabar com ela – o que, do seu ponto de vista, é contrário aos interesses da coligação e dos países que são seus aliados.
Conflito no Médio Oriente "não é uma guerra da NATO", diz chanceler Friedrich Merz
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Donald Trump voltou a exigir ajuda para defender a navegabilidade do Estreito de Ormuz, desta vez aos Estados-membros da NATO, ameaçando com consequências aqueles que não aceitarem. A Alemanha, aliada dos EUA desde a primeira hora, está aumentar o volume das críticas a Washington.