Skip to main content

Caja Rural de Almendralejo avança para compra do BNI Europa

A Cajalmendralejo é a principal instituição financeira da região da Extremadura. Atua como a entidade central do Grupo Cooperativo Solventia, que integra diversas caixas rurais.

A Caja Rural de Almendralejo, de Badajoz vai comprar o BNI Europa.  O processo ainda não chegou ao Banco de Portugal que tem de enviar o processo para o Banco Central Europeu (BCE) para dar autorização, mas o banco espanhol está perto de assinar um Contrato de Compra e Venda (SPA), apurou o Jornal Económico.

O valor do negócio não é conhecido. Mas a referência é o valor do capital próprio que ascendia em setembro de 2025 a 29,7 milhões de euros em setembro. O capital próprio do banco no fim de 2024 ascendia a 30,7 milhões, caindo face aos 32,6 milhões reportados em 2023.

A Cajalmendralejo é a principal instituição financeira da região da Extremadura. Atua como a entidade central do Grupo Cooperativo Solventia, que integra diversas caixas rurais.

A instituição o financeira espanhola obteve um lucro líquido consolidado de 31,84 milhões de euros. Este valor representa um aumento de aproximadamente 35% em relação ao exercício  anterior.

Esta é mais uma tentativa do BNI Angola, que é liderado por Mário Palhares, vender a filial em Portugal. O BNI Europa é detido pelo BNI Angola que é liderado por Mário Palhares e está à venda desde 2019.

O português BNI Europa, detido pelo banco angolano BNI, está para ser vendido desde 2019, mas as diversas tentativas falharam até agora.

O banco português de capitais angolanos dá prejuízo. Segundo os resultados do terceiro trimestre de 2025 o BNI registava prejuízos de 1,05 milhões de euros até setembro. O capital próprio ascendia a 29,7 milhões de euros em setembro. O capital próprio do banco no fim de 2024 ascendia a 30,7 milhões, caindo face aos 32,6 milhões reportados em 2023.

Segundo o Relatório e Contas de 2024 – onde o BNI Europa reporta passou de lucros de 421,4 mil euros em 2023 para um prejuízo de 1,8 milhões de euros em 2024  – o acionista confessava no relatório o interesse na alienação da sua posição acionista “estando em curso ações relevantes para este efeito, em fase avançada”.

A possibilidade de venda do capital do BNI a outro investidor, “terá forçosamente impactos ao nível da estratégica a seguir”, segundo o relatório e contas, que ressalva, no entanto que o Conselho de Administração, liderado por Vitor Barosa Carvalho, considera que “essa estratégia não terá diferenças disruptivas face ao caminho seguido pela gestão do banco”.

BNI atraiu o interesse do "fraudulento" Banco Master

Em 2023, um acordo para a venda do BNI Europa ao  banco brasileiro não se concretizou, levando à devolução do sinal pago pelo grupo brasileiro Master. O Banco Master entretanto colapsou por fraude. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos enquanto tentava fugir para Malta logo após a decretação da liquidação.

O Banco Master sofreu uma liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. A medida foi tomada após investigações apontarem "graves violações" às normas financeiras e uma fraude estimada em 11 mil milhões de reais.

O banco era investigado por inflacionar artificialmente o seu património através de operações suspeitas, como a compra de créditos sem lastro real de empresas de fachada e o uso de terrenos sobrevalorizados como garantia. O colapso gerou um rombo massivo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é responsável por ressarcir os depositantes.  Outras instituições ligadas ao grupo ou a ex-sócios, como o Banco Pleno (antigo Voiter), também sofreram intervenção ou liquidação pelo Banco Central no início de 2026.

O BNI acordou a venda ao Banco Master em 2021. Os brasileiros chegaram a pagar um sinal de 8,5 milhões de euros que tinha como garantia as ações do próprio banco português caso o negócio não chegasse a um bom porto e o BNI não conseguisse restituir o dinheiro.

Com a aquisição do BNI Europa, o Master queria alegadamente ser “banco dos brasileiros na Europa”. No entanto ano e meio depois de o processo ter dado entrada no Banco de Portugal para aprovação, o banco brasileiro  foi forçado pelo Banco de Portugal a retirar a oferta de compra invocando de mudanças nos planos de expansão internacional. No entanto hoje percebe-se que foi o Banco de Portugal que travou a compra por não confiar no Banco Master.

Já antes a Altarius Capital tinha chegado a acordo com o BNI Angola para a compra do banco português, mas após meses de propostas o negócio caiu por terra. Tal como tinha acontecido antes com os chineses do KWG.

O BNI Europa é detido integralmente pelo BNI Angola, que é liderado por Mário Palhares, que também é o maior acionista com 54,47%.

A Kassai Capital, empresa de gestão de ativos, constituída pela Gemcorp Capital em 2024, através de um fundo de capital de risco, adquiriu 70% do capital do Banco de Negócios Internacional (BNI), com sede em Angola. Mas o processo, excluiu o BNI Europa.

A Kassai Capital fez uma capitalização do Banco de Negócios Internacional (BNI) no montante de 50 mil milhões de kwanzas (cerca de 54,1 milhões de dólares, mediante a aquisição de 70% do capital social do banco, operação efectivada através do Fundo Fénix.

Recorde-se que a Kassai Capital foi criada em fevereiro deste ano e é liderada pelo antigo presidente executivo da Bodiva, Walter Pacheco.