Skip to main content

Bienal de Arte de Veneza E se adiássemos o fim do mundo?

Até 22 de novembro, a mais importante Bienal de Arte do mundo continua a espelhar o que nos incomoda, fascina, faz estremecer. De dúvidas, de emoção ou de puro deleite estético. Veneza viveu dias agitados na abertura, equilibrou-se, qual funâmbulo na corda da incerteza, e interpela-nos. É esse o papel da arte.

Polémica. Ruidosa. Espelho do mundo conturbado em que vivemos? A 61ª edição da Bienal de Arte de Veneza anunciou-se turbulenta antes sequer de começar, a 9 de maio de 2026. A geopolítica infiltrou-se, a mediatização instalou-se. A morte da curadora Koyo Kouoh, em 2025, marcou profundamente o processo curatorial. Houve ações de censura, caso do pavilhão da África do Sul. Exclusões ao prémio maior da bienal, o Leão de Ouro, decididas pelo júri. Quem? Os países cujos líderes enfrentam acusações de crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional – uma medida dirigida sobretudo à Rússia e a Israel. E deu-se visibilidade a vozes historicamente marginalizadas, em linha com a visão de Kouoh.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico