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Amazon compra empresa de satélites para desafiar a Starlink de Musk

A empresa fundada por Jeff Bezos anunciou o acordo para adquirir a operadora de satélites norte-americana Globalstar por 11,6 mil milhões de dólares (9,82 mil milhões de euros).

A empresa norte-americana de comércio eletrónico propõe pagar até 90 dólares por ação da Globalstar, em dinheiro ou com as suas próprias ações, avaliando a empresa em 11,6 mil milhões de dólares. Este acordo deverá permitir à Amazon integrar os satélites da Globalstar e as frequências de rádio de que a empresa dispõe, acelerando assim a sua corrida pela conectividade espacial.

À semelhança da Starlink, marca do grupo SpaceX especializada em telecomunicações por satélite, a Amazon também se lançou neste setor, que permite aos utilizadores localizados em zonas não cobertas pela rede móvel convencional fazer chamadas, enviar SMS e ligar-se à 'Internet'. O grupo começou a lançar os seus primeiros satélites de teste em outubro de 2023. No entanto, a implantação da sua constelação em órbita baixa sofreu atrasos: a empresa dispõe atualmente de 200 satélites em órbita, de um objetivo total de 3.200 satélites.

Por sua vez, a Starlink ultrapassou em março a marca dos 10 mil satélites e afirma ter mais de nove milhões de clientes em todo o mundo. A operação de aquisição da Globalstar segue-se à compra, em setembro do ano passado, pela Starlink das frequências da empresa norte-americana Echostar por 17 mil milhões de dólares (14,4 mil milhões de euros).

Em 2025, a Globalstar registou receitas de 273 milhões de dólares (231 milhões de euros), um aumento de 9% face ao ano anterior, impulsionado sobretudo por vendas recorrentes à Apple. Ainda assim, apresentou um prejuízo líquido de 8,65 milhões de dólares (7,33M€), acima dos 63,16 milhões de dólares (53 milhões de euros) registados em 2024.

Após o anúncio, as ações da Globalstar subiram 10%, enquanto as da Amazon valorizaram 3%.

O analista do setor espacial Chris Quilty afirmou à Forbes: “O que estamos a ver é a preparação para uma batalha de titãs entre a SpaceX e a Amazon. A SpaceX estava interessada em adquirir o mesmo espectro e isso provavelmente explica o prémio que está a ser pago.”