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Activecap quer dar retorno de 15% ao ano

Private equity : Gestora de fundos tem 120 milhões de euros sob gestão e quer chegar aos 250 milhões em dois ou três anos. Está investida em 14 empresas.

A ActiveCap, gestora de fundos de private equity orientada para o investimento em empresas portuguesas, e que tem como partner e CEO Pedro Correia da Silva, revelou que tem sob gestão, 120 milhões de euros e, também, o objetivo de chegar aos 250 milhões de euros em ativos sob gestão “num horizonte de dois a três anos”.
Lançada em 2020, a Activecap está investida em participações minoritárias (que em média rondam os 30%) em empresas portuguesas e espera mais do que duplicar o valor investido.
Ao todo, até ao momento, os fundos da ActiveCap estão investidos em 14 empresas, explicou Pedro Correia da Silva.
“Temos 170 milhões [de euros] em análise”, revelou ainda o CEO da sociedade de capital de risco.
O ActiveCap II é o fundo que está em fase de investimento. Neste momento, este fundo — que investe apenas em empresas com sede em Portugal — já tem participações em cinco empresas e encontra-se em período de investimento. “O período de investimento termina este ano”, disse Correia da Silva. “Estamos a falar de tickets de investimento entre três e 10 milhões de euros”, acrescentou. “Tencionamos investir entre três a quatro empresas até final do ano”, detalhou.
“O primeiro fundo, o ActiveCap I, foi sensivelmente de 40 milhões, e entre o I&D II e o ActiveCap II anda à volta dos 80 milhões, sendo que, no que toca ao ActiveCap II, a dimensão é de 61 milhões de euros”, explicou ainda.
Outro partner da ActiveCap, Salvador Correa de Barros, acrescentou que os fundos normalmente têm 10 anos: cinco de investimento e cinco de desinvestimento.
As saídas são os grandes desafios dos fundos de private equity/capital de risco.
O CEO reconhece a dificuldade e defende o recurso ao mercado de capitais, embora essa solução não seja adequada a todas as empresas. A sociedade de private equity conta já com quatro desinvestimentos: Firmo, Staples, Cliper Cerâmica e a Zumub.
As saídas “vão sendo construídas. Temos de pensar nelas ainda antes de investir”.
O alvo da ActiveCap são empresas já com mais de 10 milhões de euros de faturação, com vista à sua duplicação, para que possam alcançar uma escala europeia ou global — o que implica atingir 20, 30 ou 40 milhões de euros de faturação. “Este é o nosso objetivo: entrar em empresas que, passado quatro a seis anos, tenham uma dimensão europeia. “No que toca à rentabilidade, Pedro Correia da Silva explicou que “os fundos de capital de risco, se olharmos para séries de 10 a 20 anos, têm tido retornos à volta dos 15% anuais. Quando queremos captar investidores internacionais, não podemos dizer que fazemos menos do que isso. O objetivo é estar em linha com as melhores práticas europeias ou globais, ou seja, cerca de 15% de rentabilidade anual”. O CEO revelou que o primeiro fundo cumpriu esse objetivo e que o segundo também está a cumprir. “Só é possível captar mais capital, nacional e internacional, para investir nas empresas portuguesas se entregarmos retornos”, sublinha.O gestor revelou ainda que, atualmente, “40% dos nossos capitais já são internacionais, e queremos aumentar”.