Com a fábrica ainda a arder, o fundador e administrador da empresa, Álvaro Santos Silva, reuniu os 650 trabalhadores da Sicasal, gigante da indústria de carnes em Portugal, para travar o pânico e definir um rumo: ninguém seria despedido, passariam todos a almoçar no refeitório e criou turnos para vigiar possíveis reacendimentos. “Este é o nosso plano de ação. E vocês vão continuar a ganhar dinheiro para isso”, disse Santos Silva, em novembro de 2011, enquanto uma coluna de fumo negro se erguia sobre as instalações da empresa, em Vila Franca do Rosário, Mafra.
A queda do império da carne de porco
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Em década e meia, o gigante de transformação de carne de porco passou de uma faturação de quase 100 milhões de euros para a insolvência. Com a quebra nas exportações e a forte concorrência, como a Nobre e a Izidoro, que investiram na imagem e na diversificação dos produtos, as latas de enchidos da Sicasal desapareceram das prateleiras dos supermercados.