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“A literacia financeira continua a ser um desafio significativo”

A diretora da Academia CASA da APS diz que ainda há um longo caminho a percorrer na literacia financeira em Portugal. Ena avaliação de risco. Ferramentas cuja falta condiciona tudo o resto.

Portugal continua a enfrentar dificuldades na criação de hábitos de poupança. É um problema cultural, de falta de literacia ou de rendimento?
Todas essas dimensões contam, mas temos de começar por reconhecer que a capacidade de poupar depende do rendimento disponível. Para uma família que utiliza praticamente todo o rendimento em habitação, alimentação e outras despesas essenciais, a margem é muito reduzida.
Por sua vez, a educação financeira pode ajudar a organizar prioridades, compreender compromissos e preparar decisões. Deve começar cedo e acompanhar as diferentes fases da vida.
A liberdade de amanhã constrói-se com a capacidade de compreender a realidade de hoje, o que nem sempre é fácil, e de antecipar riscos, fazer escolhas hoje que nos permitam poder continuar a fazer essas escolhas ao longo da vida.
Tal como os Estados precisam de intelligence para antecipar ameaças e preservar a soberania, também as pessoas precisam de compreender os riscos, interpretar sinais e preparar alternativas para proteger a sua liberdade futura.
Com a minha atual experiência na APS compreendi melhor o valor de proteger aquilo que construímos e vejo os seguros como instrumentos que nos podem ajudar a preservar a nossa liberdade de escolha e não apenas como produtos financeiros. Era importante simplificar a linguagem, ajudar a construir uma cultura de prevenção que nos prepare para as dificuldades da vida antes de nos vermos confrontados com elas, e tornar as decisões de poupança mais acessíveis e próximas da realidade de cada pessoa. Começar a poupar o mais cedo possível! A poupança dá-nos margem de escolha.

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