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“A contratação pública é propensa a atrasos devido à muita litigância”

Fornecedor habitual de software à administração pública portuguesa, o grupo Glintt (que engloba a Glintt Next)está a viver, este ano, um desafio novo. As eleições que trouxeram um novo governo atrasaram a contratação pública,os valores do PRRatraíram mais ‘players’ e a litigância fez o resto. Resultado?Há concursos há um ano sem desfecho e impactos para quem está no terreno. Ao JE, o CEOda Glintt Global, Luís Cocco, explica o contexto.

Como é que está o ambiente de negócios atualmente para o grupo Glintt? Sente-se alguma retração?
Cá em Portugal sente-se alguma atividade, sobretudo no sector público. E falo da Glintt Next por via do PRR. Sente-se que as instituições públicas têm dinheiro para gastar, mas as coisas estão a avançar lentamente, porque o processo de contratação público é extremamente burocrático. E é susceptível de muitos litígios por parte de operadores que não ganharam. A Glintt Next trabalha muito com a administração pública e nós estamos envolvidos em alguns concursos há um ano... Entre as mudanças de governo que atrasam muito as decisões dos próprios órgãos de cúpula da administração pública, entre o processo de lançamento dos contratos dos concursos. Depois, a litigância.

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