O sol da manhã inunda os jardins da Albuquerque Foundation, em Sintra. Os derradeiros detalhes da montagem de “O Fundo do Mundo” decorrem com serenidade. A exposição reúne obras que têm percorrido diferentes continentes, mas será a primeira vez que são exibidas em Portugal. Grada Kilomba distribui abraços e trata toda a gente pelo nome. Não é uma diva. Cultiva a serenidade do olhar, a fisicalidade do afeto. A artista multidisciplinar, escritora e teórica portuguesa regressa a casa, ao concelho que a viu nascer e crescer. Formou-se em psicologia e psicanálise em Lisboa e rumou à Alemanha, onde se doutorou. Fez de Berlim a sua nova casa há mais de duas décadas. Lecionou na Universidade Humboldt até ao dia em que a sua investigação e prática artística lhe exigiram uma entrega total.
A arte também serve para dizer o indizível
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Grada Kilomba, artista portuguesa a viver em Berlim, apresenta obras inéditas em Portugal, na Albuquerque Foundation. Um regresso a casa que é, também, uma reflexão sobre a condição humana.