São 11 horas quando um avião proveniente de Newark aterra no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Na zona de chegada, dois avós contam os minutos. Vieram de Ílhavo para receber os netos, como fazem todos os verões. Michael e Melanie, de 13 e 14 anos, nasceram nos Estados Unidos e têm passaporte norte-americano. O voo chegou à hora prevista. O reencontro, esse, demorou muito mais: uma hora e 45 minutos. “Estava uma fila enorme para passar pelo controlo de fronteiras e fazia muito calor. Foi horrível”, contam ao Jornal Económico, ainda com o cansaço da viagem estampado no rosto. Na zona de chegada, esta terça-feira, multiplicavam-se também os passageiros provenientes de Filadélfia, Washington e São Paulo. Do lado das partidas, o cenário era igualmente caótico. Um funcionário do aeroporto, de colete fluorescente, avisava os passageiros de que a espera para passar o controlo de fronteiras ultrapassava os 60 minutos.
Verão infernal nos aeroportos europeus
/
Com o pico do verão, o sistema de controlo de fronteiras poderá causar filas de seis horas nos aeroportos. Já há aviões a descolar com apenas metade da lotação. Associação ACI Europe pede suspensão completa do controlo digital em julho e agosto. Em Lisboa, o impacto está a ser mitigado com o reforço do número de boxes, e-gates e polícias no terreno.