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'Ventos de mudança' do Leste europeu sopram forte em energética portuguesa

Polónia, Roménia e Grécia são os mercados onde a Greenvolt está a ter mais sucesso.

Uma música de uma banda rock alemã no início dos anos 90 tornou-se no hino da queda do Muro de Berlim e da dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). "Winds of change" foi a música dos Scorpions que simbolizou o fim de ditadura comunista no leste da Europa.

Agora, há outros ventos a soprarem do leste europeu, mas estão a servir para favorecer uma companhia portuguesa de energias renováveis.

A Greenvolt prepara-se para atingir os 2,2 gigawatts de energia solar e eólica em operação até ao final de 2026.

A energética portuguesa espera atingir ainda este ano 6,3 gigawatts de projetos em desenvolvimento, com as vendas de projetos a atingirem mais de 1 giga. Estes valores dizem apenas respeito a centrais solares/eólicas.

Atualmente, conta com 700 megawatts em operação (mais 300 MW face a 2024), com cerca de três gigawatts em desenvolvimento, destes 1,5 gigas já está em construção.

A Polónia surge na liderança entre projetos em desenvolvimento/em construção/em operação, com 1.250 MW no total. Segue-se a Roménia com quase 600 MW e a Grécia também com quase 600 MW.

A Grécia é onde a Greenvolt já conta com mais projetos concluídos: 270 MW de energia solar. Seguem-se os EUA com 125 MW de solar e eólica e Portugal com 100 MW solares.

Nos projetos em construção, a Polónia lidera com 440 MW, na sua maioria (90%) projetos de armazenamento de energia. Segue-se a Grécia com 320 MW, com mais de 90% a ser fotovoltaica. E os EUA com quase 200 MW, com 65% a corresponder a solar fotovoltaica.

Em termos de projetos em desenvolvimento, a Polónia volta a liderar com 750 MW, na sua maioria (80%), projetos de armazenamento. Segue-se a Roménia com 460 MW, com 55% de energia eólica e o restante baterias.

Em termos de projetos vendidos ou em processo de venda, a Polónia lidera com 640 MW, seguido da Roménia com 250 MW.

A companhia lançou esta semana uma oferta particular de subscrição de novas obrigações verdes, destinada a investidores qualificados: Obrigações Verdes Greenvolt 2029.

A energética liderada por João Manso Neto, detida pelos norte-americanos do fundo KKR, regressou aos lucros em 2025: 5,3 milhões de euros, face aos prejuízos de 115 milhões de 2024. A impulsionar o resultado esteve a estratégia de rotação de ativos.

As receitas mais do que duplicaram para 777 milhões, com o EBITDA a atingir um valor recorde de 208 milhões face aos valor negativo do exercício anterior.

No segmento de 'utility scale' (que junta as grandes centrais eólicas e solares), a energética aponta que tem visibilidade sobre 13 gigawatts de projetos.

Olhando para 2026, a companhia destaca que o aumento das tensões geopolíticas reforçam a "urgência estratégica para acelerar a transição energética, expandindo o mercado para as renováveis".

"A Greenvolt está particularmente bem posicionada para capturar esta oportunidade, apoiada pela qualidade do seu capital humano e um portfólio equilibrado com ativos renováveis de alta qualidade - biomassa, eólica e armazenamento, sozinhos ou híbridos com solar fotovoltaica", segundo a companhia.

Já na geração distribuída, o portfólio está a atingir uma "escala crítica, com metas mínimas de rentabilidade a dever ser atingida em 2026".