A TAP concluiu o plano de reestruturação, mais de 3,2 mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes depois.
A conclusão da reestruturação, já confirmada pela Comissão Europeia, significa que a companhia aérea deixa de estar restringida a 99 aviões, conforme estipulado no plano fechado com Bruxelas.
Depois de ter terminado os anos de 2024 e de 2025 com 99 aviões, a companhia aérea pode vir a ter uma frota operacional de 104 a 106 aviões até ao final deste ano, um crescimento de 7% da capacidade da frota.
Deste total, a fatia de Airbus do segmento Neo (motores com consumo de combustível mais eficiente) sobe de 71% para 74%.
Assim, a companhia aérea espera receber mais seis modelos A320neo até ao final do ano (capacidade para 174 passageiros, alcance de 6.500 km), com mais dois A321neo (216 passageiros e 6 mil km) no terceiro trimestre e mais dois A330neo (298 passageiros e 12 mil km) na reta final do ano. É claro que esta previsão pode vir a ser afetada por diversos fatores incluindo atrasos de fornecedores.
Em março, uma aeronave A320neo já tinha sido entregue e estava em processo de entrada de operação a 31 de março de 2026.
O processo de reestruturação ficou concluído após as alienações da Cateringpor e da SPdH e com a devolução de 25 milhões de euros ao Estado.
"O Estado Português recebeu (...) a confirmação da Comissão Europeia de que o Plano de Reestruturação da TAP se encontra concluído com sucesso" disse o ministério das Infraestruturas na terça-feira. "O Plano permitiu à TAP tornar-se numa empresa mais robusta financeiramente".
"O Governo português e a TAP estiveram fortemente empenhados na conclusão bem sucedida deste processo, em estreita cooperação com a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia", segundo o comunicado. "A conclusão formal deste processo reforça também a credibilidade do Estado Português junto das instituições europeias e demonstra capacidade de execução num processo".
“A finalização do processo de reestruturação permite à TAP encarar o futuro com mais confiança, reforçando o seu papel como ativo estratégico do país e o posicionamento de Portugal como plataforma internacional de aviação”, de acordo com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
A companhia aérea anunciou várias novas rotas este ano: Orlando nos EUA onde passa a contar com 11 destinos; Curitiba e São Luiz no Brasil, num total de 15 destinos; Atenas na Grécia, Santa Maria nos Açores e Tel Aviv em Israel, se a situação geopolítica o permitir.
E novas rotas a partir do Porto para a Terceira nos Açores, Praia em Cabo Verde, Tel Aviv em Israel e Boston nos EUA.