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Subida pós-Covid ainda deixa poupança longe dos anos 80

De taxas acima de 20% nos anos 80, as famílias portuguesas caíram para poupanças na casa dos 8% entre 2008 e 2020.A pandemia forçou a poupar mais, mas a aplicação nos mercados de capitais continua a fraquejar e a significar oportunidades de rendimento desperdiçadas.

Um país onde continua a faltar a literacia financeira, onde a poupança caiu a pique desde a crise financeira e fica sistematicamente abaixo da média europeia, mesmo depois do reforço dado pela pandemia: assim é o retrato da capacidade de poupar das famílias portuguesas, que, apesar das dificuldades em colocarem de parte rendimento, têm conseguido reduzir o rácio de endividamento dos três dígitos para abaixo de 80%.
O ano passado fechou com uma taxa de poupança de 12,13% do rendimento disponível das famílias em Portugal, um valor que continua a ficar abaixo dos 14,31% de média da UE no mesmo ano e ainda mais longe da média nacional entre 1974 e 1999, que se fixou em 20,72%, de acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP) e Eurostat.

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