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Resultados da Netflix não convencem investidores

Os resultados do terceiro trimestre da Netflix foram insuficientes para tranquilizar os investidores. Ações desceram mais de 5% a 21 de setembro, o dia seguinte a serem apresentados. Num ano, a quebra do valor das ações já supera os 40%.

A empresa pode esperar maior concorrência com a fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Juntas são o segundo maior operador no streaming, com 210 milhões de subscritores, que comparam com os 325 milhões da líder Netflix.
No terceiro trimestre, a Netflix reportou um crescimento de 44% no lucro líquido, para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), face a igual período de 2025. As receitas subiram 11,8%, para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros).
“Os resultados superaram ligeiramente as expectativas do mercado, quanto às principais métricas financeiras. A queda [superior a 5%] deve-se ao facto de a empresa ter revisto em baixa as perspetivas para o próximo trimestre”, explica o analista da XTB Henrique Tomé.
Para inverter a tendência, a empresa “terá de demonstrar que as novas fontes de receitas conseguem compensar o abrandamento do crescimento do seu negócio principal”, diz o especialista de mercados na Freedom24 João Lampreia.
O analista da ActivTrades Europe Henrique Valente considera que a recuperação “vai depender em grande parte” da capacidade de voltar a produzir novos sucessos à escala de Stranger Things, Casa de Papel ou Squid Game. RP

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