A arte é um agente provocador e inspirador da arquitetura da Saraiva+Associados (S+A). Está por todo o ateliê. Suspensa do teto, pendurada em diversas salas, encostada a uma parede. Das serenas Quatro Estações, bustos clássicos representando as 4 estações do ano, à provocadora obra de João Louro, que desconstrói a primeira bomba atómica. “Little Boy” aterrou naquele que é o maior ateliê de arquitetura português como “mais uma onda de turbulência conceptual”. Porquê? Porque para Miguel Saraiva, fundador e CEO da S+A, importa estimular o exercício constante de alteração de paradigmas que “estrutura o nosso estar na arquitetura, no território e no mundo.” E porque ambas, arte e arquitetura, “têm em comum uma caraterística, que é a de trazerem qualidade à vida de todos.”
Mas não só. Se a arquitetura é uma disciplina de “síntese e colaboração”, como diz o próprio, o coletivo que fez da S+A aquilo que é hoje não podia deixar de estar presente na exposição que se mostra a quem passa, a vizinhos, bairro, cidade. Porque é na rua que a arquitetura ganha o seu verdadeiro sentido. E também na partilha, na capacidade de gerar comunidade. Eis a génese da exposição “Reflexo. 30 Anos, 30 Projetos”, com curadoria de Ana Magalhães. Nela se plasma a multidisciplinaridade de projetos e o pensamento da S+A sobre os locais onde se insere, dentro e fora de Portugal. E se observam pistas subtis sobre o futuro.
Reflexo. 30 Anos, 30 Projetos Um ateliê que desenha o futuro
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A exposição que celebra 30 anos de percurso do ateliê S+A não se cristaliza no passado, antes ecoa o futuro. Mais do que a marca de um arquiteto, o fundador e CEO Miguel Saraiva, ambiciona que a S+A se afirme como “uma escola e uma referência global de arquitetura.” Pretexto para falar de exigência, inovação e criatividade. Sempre a desenhar o futuro.