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Próximo presidente suspenso por um punhado de décimas

Com todas as sondagens a apontarem para uma vantagem mínima de Bolsonaro, a atenção dos candidatos vai para os abstencionistas. Falta perceber-se qual deles leva vantagem nesse segmento.

Umas décimas a mais ou a menos, mas todas convergindo no mesmo foco central: as sondagens sobre a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, que acontecem este domingo, 25 de outubro, apontam claramente para um empate técnico. Mas também informam outra coisa – e esse é um dos pontos essenciais: todas elas colocam à frente o candidato Flávio Bolsonaro. Ora, numas eleições onde um voto chega para vencer – quando, por exemplo na dança das cadeiras parlamentares só chega para empatar – o que as sondagens indicam é que Lula da Silva arrisca falhar a sua sétima tentativa para ser eleito presidente do Brasil. E exatamente do mesmo modo que perdeu a primeira: partindo em desvantagem para a segunda volta (perdeu em 1989 à segunda volta, em 1994 e 1998 à primeira, e venceu em 2002, 2006 e 2022).

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