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Protestos incendeiam grandes cidades em quase toda a Europa. Também em Portugal

França, Espanha, Itália, Grécia, Bélgica, Reino Unido, Albânia, Sérvia e Alemanha. EPortugal. É esta a latitude das manifestações que estão a sitiar a Europa por dentro. Os governos convocam polícias e exércitos, os manifestantes prometem não desistir e os especialistas apelam ao foco nas causas e não nos efeitos.

Não havia redes sociais em 1968. Os protestos que, em maio, iriam alterar radicalmente o sentimento de liberdade e cidadania que ainda marca a Europa, e que começaram nas fábricas da Renault antes de chegarem às universidades, circunscreveram-se a uns bairros de Paris e a uns pequenos focos na Alemanha. Foram presas mil pessoas – no passado fim-de-semana, em toda a França, foram presas mais de 2.500. A 30 de maio, o presidente De Gaulle marcava eleições antecipadas e, em junho, o partido gaullista ficou próximo dos 50%. O assunto estava resolvido. Ou deu ideia que estava!

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