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Promotora investe mais de 100 milhões de euros em habitação

Soccal & Vaz está a desenvolver três projetos em Sines, antecipando-se aos grandes investimentos que estão para chegar. “Todos os dias aparecem pessoas de fora a procurar habitação porque vêm trabalhar”, diz o CEO.

“Chegar antes dos outros para ficar com as melhores cartas do baralho.”
Esta é a estratégia da promotora imobiliária portuguesa Soccal & Vaz para, por um por lado, desenvolver os seus projetos em Sines e, por outro, dar resposta há enorme procura que existe não só de quem procura manter-se na região, mas principalmente para quem chega de fora.
Liderada por Carina Soccal e António Vaz, a empresa adquiriu com capitais próprios três projetos que está agora a desenvolver: ‘Brisa Mar’, ‘Mar Salgado’ e ‘Encanto do Mar’.
O ‘Brisa Mar’ conta com cerca de 180 fogos e tipologias de T1 a T3. Já o ‘Mar Salgado’ é composto por 164 fogos, com tipologias T2 e T3. Cada um dos projetos representa um investimento de 50 milhões de euros e os preços variam entre os 240 mil e os 400 mil euros.
“Sobre o ‘Encanto do Mar’ posso adiantar que são 78 fogos. Em termos de valor de investimento temos uma estimativa entre os 15 e 16 milhões de euros”, diz ao Jornal Económico, António Vaz, CEO da promotora.
O projeto ‘Brisa Mar’ arrancou as obras na semana passada e já conta com 50% de vendas efetuadas.
“Até agora temos três clientes estrangeiros. Um norte-americano, um francês e um inglês e 85, 90% são portugueses”, refere.
Já o ‘Mar Salgado’ deverá iniciar a construção dentro de um a dois meses, enquanto o ‘Encanto do Mar’, “estamos a pensar no final do verão”, realça.
Os dois primeiros projetos têm conclusão estimada até ao final de 2028.
“A nossa estratégia é clara. Investimentos para terrenos em escala acima dos 120 fogos. O ‘Encanto do Mar’ acabou por ser um bom negócio para nós, mas não configura a nossa estratégia inicial”, explica.
O crescimento no mercado de habitação tem sido enorme na região, de tal forma que o aumento do valor do metro quadrado duplicou.
“Nos últimos três, quatro anos tivemos o preço por metro quadrado a rondar os 1.900 euros. Atualmente estamos com imóveis de 2008, acima dos 4 mil euros por metro quadrado. É um crescimento enorme e revela efetivamente a procura que existe por imóveis na região”, refere.
Valores que o CEO acredita não irão baixar enquanto a escassez de oferta se mantiver, algo que vai ser agravado pela necessidade de dar resposta aqueles que vão deslocar-se para a região para trabalhar nos grandes projetos industriais que vão ser desenvolvidos.
“Temos que ter em atenção que não é o só o trabalhador, é também a família. Há uma procura enorme, não há oferta e enquanto assim for os valores vão estar sempre altos”, sublinha.
Com o investimento direcionado a várias indústrias, o principal desafio passa por dar resposta à escassez de habitação, uma realidade com que o CEO se tem deparado no projeto ‘Brisa do Mar’.
“Todos os dias aparecem clientes novos, pessoas que vêm de fora procurar habitação para virem trabalhar. No último fim de semana, fizemos mais cinco compromissos”, refere. considerando que tudo poderia ser diferente se Portugal não fosse um país extremamente burocrático.
“Essa é uma questão cansativa e desgastante. Os terrenos estão caros, o licenciamento é caro, os projetos são caros, construir não é barato. Tudo isto gera algumas reticências por parte dos investidores”, afirma o CEO.
No entanto, destaca o papel do município liderado por Álvaro Beijinha, que tem feito algumas ações públicas no sentido de colocar terrenos para desenvolver projetos.
“Hoje em dia os investidores já olham para Sines com outros olhos. Uma vez por semana recebo uma proposta para vender um dos meus projetos”, salienta.
Questionado sobre se esta componente tecnológica que está a envolver Sines vai por um lado ajudar a impulsionar a região, mas também impactar um aumento no preço das casas, o CEO não tem dúvidas.
“Vai ser um desafio para todos nós, mas sem dúvida que todo este investimento e estas fábricas vai dinamizar a cidade

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