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Natixis quer atingir 3.000 colaboradores até final de 2025

A meta foi apontada por Maurício Marques, diretor de Recursos Humanos da Natixis em Portugal, na Conferência Top Employers 2025, organizada pelo JE/Forbes. Airbus, Deco Proteste, Zurich e MSD também passaram no crivo e são Top Employers 2025. No Iseg partilharam algumas das suas boas práticas.

Maurício Marques, diretor de Recursos Humanos da Natixis em Portugal, revelou na Conferência Top Employers 2025, esta quarta-feira, no ISEG, em Lisboa,  que o banco tem o "target até ao final do ano de atingir as 3.000 pessoas". Atualmente emprega 2.600.

“Algumas das competências do grupo estão já no Porto, não existem em Paris sequer, o que nos traz também muita responsabilidade”, afirmou.

A Natixis começou em 2017 no Porto, onde representa um dos maiores investimentos em recursos humanos realizados pelo Groupe BPCE, segundo maior banco francês, no mundo. O projeto junta, nas palavras de Maurício Marques, a "ingenuidade de startup com os processos de um banco estabelecido" e descreve "uma cultura centrada nas pessoas", que promove "um ambiente de trabalho atrativo, motivador e adaptado às diferentes necessidades dos colaboradores". 

A financeira segue um modelo de trabalho híbrido muito baseado nas necessidades dos departamentos, que têm autonomia para o fazer. "Em termos dos espaços de trabalho temos oportunidade de fazer diferente e temos espaços de trabalho que têm gerado reações muito positivas de quem nos visita", adianta Maurício Marques.

Natixis, Airbus, Deco Proteste,  Zurich e MSD voltaram a passar no crivo do Top Employers Institute e são Top Employers 2025. Esta quarta-feira na Conferência Top Employers 2025, que decorreu no ISEG, em Lisboa, revelaram o que têm em comum e que as distingue de muitas outras empresas a operar em Portugal. Também falaram das tendências e dos desafios que se colocam às empresas.  

Com escritórios em Lisboa e no Porto, a Airbus Global Business Services (Airbus GBS) integra para cima de mil colaboradores de 47 nacionalidades.

Ana Figueiredo Soares, Head of People & Culture, é defensora de que as empresas deem “mais flexibilidade e autonomia às pessoas". "Temos que criar pertença, propósito e compromisso - só assim continuaremos a avançar para sermos uma organização de topo", adianta. 

Outras certezas, para Ana Figueiredo Soares, são: o futuro do trabalho centrado no ser humano e o fim do equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, que será substituído pela “integração" entre ambos.

A Deco Proteste é Top Employer pelo terceiro ano consecutivo. Susana Nunes, diretora de Recursos Humanos e Comunicação Interna, revela que as boas práticas incluem estratégia de pessoas e negócios, engagement escuta dos colaboradores, liderança com foco no desenvolvimento de líderes, organização para a mudança, apontado ao growth mindset e ética com integridade.

“Queremos continuar a ser uma referência”, adiantou, salientando o desafio que se prefigura: Precisamos de digital mindset” a todos os níveis.

Por seu turno, Nuno Oliveira, Chief People & Culture Officer da Zurich, diz que a seguradora vive um ciclo novo, “não apenas fruto da pandemia, mas porque entramos num novo ciclo de gestão que nos permitiu repensar a nossa visão e estratégia” em termos de recursos humanos.

A premissa da companhia é “tratarmos as nossas pessoas como queremos que tratem os nossos melhores parceiros”, pois o nosso negócio dos seguros “é de e para pessoas”.

O primeiro passou foi a mudança do próprio ambiente de trabalho. “É mais difícil mudar o mindset sem mudarmos em primeiro lugar o espaço físico de trabalho, que era mais distante e formal do que queríamos fomentar na nossa comunidade. Espaços de lazer e colaboração não estavam no topo das prioridades até então”, explica. O novo paradigma levou a seguradora a assumir o projeto “LIZboa”, de adaptar o seu próprio local de trabalho “de acordo com o modelo de trabalho que queríamos; normalmente o que se vê fazer é o contrário”, comenta.

Por sua vez, Filipa Figueira, HR Associated Director da farmacêutica MSD, referiu a existência na companhia de um programa de acolhimento e de integração para os jovens talentos, com coaching e roadmap de 12 meses para os trainees. “Faz toda a diferença em fomentar um sentimento de pertença e no desenvolvimento de todo o potencial da empresa”, salienta.

José Veríssimo, vice-presidente do ISEG, salientou, na sessão de encerramento, que o que move o ISEG como escola de gestão é “preparar as pessoas para que seja boas gestoras, mas que sejam gestores com princípios”.

 

com Paulo Marmé/Forbes