Um pouco por todo o mundo, o anúncio de que os Estados Unidos e o Irão vão assinar o memorando de entendimento na próxima sexta-feira, na Suíça, suscitou manifestações de regozijo, com certeza acrescentadas de um grande alívio face à previsível abertura do Estreito de Ormuz – com os mercados do petróleo a acompanharem esse regozijo com uma forte quebra dos preços. Vale a pena salientar que os principais líderes mundiais optaram por não fazerem qualquer declaração sobre Israel e sobre o facto de o seu ministro da Segurança Nacional, Itamar Bem-Gvir – um extremista de direita que, juntamente com o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, mantêm o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ‘encostado’ ao radicalismo mais inexplicável – ter dito que “não somos parte desse acordo”.
Mundo saúda acordo EUA-Irão, mas Israel recorda que “não somos parte" dele
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O extremista ministro da Segurança Nacional de Israel deixou claro que o seu país não se vê obrigado a qualquer cedência. Entretanto, o presidente de França, Emmanuel Macron, recorda que a missão internacional para reabrir Ormuz está pronta, mas uma fonte iraniana assegura que os EUA concordam em atribuir ao Irão e a Omã a gestão do estreito. Entretanto, o petróleo está em ‘saldo’.