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Mais pequenos perdem poder de compra e milhões em vendas

Nem tudo são más notícias para os 14 clubes menos poderosos da Liga já que foram estes emblemas que lideraram a valorização do campeonato. O Famalicão volta a mostrar como se potenciam ativos, com duas vendas acima dos vinte milhões e o terceiro melhor saldo em Portugal.

Menos gastos mas também menos receitas: assim se resume a janela de mercado das 14 equipas com menos poderio financeiro no futebol português, num defeso marcado, de uma forma geral, pelo crescimento do encaixe de milhões com a venda de jogadores. Todos os números que vamos apresentar são da plataforma “Transfermarkt”. Se o panorama geral nos remete para um incremento de 63,2 milhões nas vendas dos clubes da Liga, face a 25/26, para um total de 545,9 milhões em 26/27, uma análise mais isolada ao universo de emblemas sem três grandes nem Braga, mostra-nos um panorama mais preocupante e de certa forma desolador. Se não é novidade que os quatro clubes mais preponderantes da Liga continuam a dominar nas despesas e nas receitas, a verdade é que o campeonato dos restantes 14 emblemas mostra que estes estão a perder poder aquisitivo. Dos quase 310 milhões de euros gastos em aquisições em 26/27, os mais pequenos contribuíram apenas com 26,4 milhões, uma descida de 23,6 milhões face aos 50 milhões em aquisições registados em 25/26. Também nas vendas é possível verificar uma descida relativamente ao que sucedeu na época passada: dos quase 546 milhões em receitas com transferências, os 14 clubes menos significativos da Liga contribuíram com vendas de 106,6 milhões em 26/27, uma descida de 11,5 milhões em relação aos 118,1 milhões da época 25/26.

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