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MAAT: a onda à beira-Tejo celebra 10 anos a desafiar convenções

Em 2016, o MAAT redesenhou a frente ribeirinha de Belém, em Lisboa. A abrir a segunda década do museu está Pedro Cabrita Reis, um dos artistas portugueses com maior projeção internacional.

No princípio era o rio. O Tejo, identidade líquida de Lisboa que se declina em estuário. Logo depois, a malha urbana, que ganhou, em outubro de 2016, uma onda pousada, com elegância e leveza, na margem da zona ribeirinha de Belém, em Lisboa: o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT). No topo da onda, um terraço panorâmico sobre o Tejo. Um marco arquitetónico e um desafio museográfico, sim, mas que não estava só. Por companhia tinha outro edifício emblemático da capital, a Central Tejo, património industrial que passou a dialogar com esta espacialidade de linhas curvas que leva a assinatura da arquiteta britânica Amanda Levete. Ainda no terraço, qual janela panorâmica sobre a onda, a luz que acaricia a superfície do rio enche-nos a retina, mas também convida, como realçou Amanda Levete antes da sua abertura, a virarmos “as costas ao rio para contemplar a cidade.”

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