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Jogo Online: receitas desaceleram em 2025 mas deixam 353 milhões nos cofres do Estado

A Associação Portuguesa de Apostas e Jogo Online dá conta que 2025 ficou marcado pelo menor crescimento anual de sempre das receitas, em termos percentuais, e um decréscimo do número de contas ativas

O Jogo Online gerou mais de 353 milhões de euros para os cofres do Estado em 2025, através do Imposto Especial de Jogo Online (IEJO), mais 5,47% do que aquilo que tinha acontecido em 2024. Apesar deste aumento de contribuição fiscal, o Jogo Online registou uma desaceleração de receitas no ano passado.

Estes são números apurados a partir do relatório referente ao quarto trimestre de 2025, publicado pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) e que confirmam que o crescimento do setor regulado de Jogo Online em Portugal desacelerou de forma significativa em 2025.

A Associação Portuguesa de Apostas e Jogo Online (APAJO) dá conta que 2025 ficou marcado pelo menor crescimento anual de sempre das receitas, em termos percentuais (8,49%), e um decréscimo do número de contas ativas, ainda que ligeiro, cuja média trimestral foi 0,64% abaixo da de 2024.

Já no que diz respeito ao Imposto Especial de Jogo Online (IEJO), esse manteve o crescimento, que naturalmente também desacelerou, atingindo o recorde de 353 milhões de euros. Detalha a APAJO que este crescimento foi alimentado sobretudo pelas Receitas Brutas de Jogo (RBJ) de Jogos de Fortuna ou Azar (JFA) que aumentaram anualmente 11,85%, tratando-se também do menor registo de sempre.

Em termos absolutos, as RBJ totais foram de 1.206 milhões de euros, com as de Apostas Desportivas à Cota (ADC) a fixarem-se nos 447 milhões de euros (crescimento de 3,23%, novamente por larga margem o menor de sempre), sobretudo por terem beneficiado de um ligeiro aumento da margem (22% face aos 21,1% de 2024) e as de JFA nos 759 milhões de euros. De registar ainda que além da desaceleração do jogo online, as receitas brutas dos Casinos territoriais recuaram 1,15% face a 2024 e as das salas de Bingo diminuíram 1,56%.

Ricardo Domingues, presidente da APAJO, sublinha que "os dados relativos a 2025 confirmam uma tendência que se verifica de forma progressiva já há uns anos e que se acentuou de forma marcada neste último ano: uma desaceleração do crescimento do mercado, característica de um setor que entra numa fase de maior maturidade".

"A indústria encara esta evolução como natural, face à estabilização de um setor que só este ano faz 10 anos de ser lançado e que beneficiou do aumento da digitalização do consumo. Ainda assim, não podemos deixar de sublinhar a necessidade de dar um salto decisivo no combate ao jogo ilegal, onde 40% dos portugueses continuam a apostar, conforme o repto lançado pela APAJO no fim de 2025, e atualizar a oferta do mercado licenciado de forma que possa acompanhar a procura", destacou este responsável.