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Incêndios: "Apesar das medidas preventivas e do diagnóstico, a força do inimigo foi enorme", diz Montenegro

O primeiro-ministro assume que o Governo atuou antes e durante os incêndios apoiando a população e as empresas e diz que está a trabalhar para que a gravidade da situação não aconteça nos meses de setembro e outubro. "É falsa a ideia de que não houve prevenção no terreno", afirma Luís Montenegro.

Luís Montenegro considera que o Governo tudo fez para evitar os incêndios de grande dimensão que atingiram o país nas últimas semanas, mas que "apesar das medidas preventivas e do diagnóstico, a força do inimigo foi enorme". O primeiro-ministro reiterou durante o debate sobre o combate aos incêndios que decorre no parlamento esta quarta-feira, que o Executivo tudo fará para que este cenário não se repita nos próximos meses.

"Ao nível da prevenção reforçamos o programa de sapadores florestais, com 415 equipas e cerca de dois mil operacionais. Alargamos o prazo para a limpeza de terrenos até 15 de junho. Fizemos o controlo do fogo e autorizamos queimadas em 3.562 hectares", referiu, destacando estes como alguns dos exemplos de várias intervenções ao nível preventivo.

Como tal, Luís Montenegro defendeu que a eficácia e execução destas ações pode e deve ser avaliada, mas rejeitou que seja "falsa a ideia de que não houve prevenção no terreno", salientando que este é o maior dispositivo de sempre no combate aos incêndios e que envolveu 76 meios aéreos, mais 869 operacionais do que no ano passado e mais 238 veículos de combate.

O primeiro-ministro sublinhou que esteve sempre a acompanhar a situação no terreno, juntamente com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, a coordenar as ações políticas das suas responsabilidades, realçando que continua a trabalhar para que a gravidade da situação não aconteça no próximos meses de setembro e outubro.

"É verdade que temos de expor as nossas ações, as oposições de escrutinarem a ação do Governo, mas obviamente que contamos com todos para convergirmos na solução deste grave flagelo que nos atinge infelizmente todos os anos", concluiu.

Sem incêndios significativos ativos em Portugal, a Assembleia da República debate esta quarta-feira o combate aos incêndios que deixaram uma área ardida de quase 250 mil hectares e provocaram quatro mortes.

O Governo definiu um apoio para a reconstrução de habitações de residência própria em situações como os incêndios rurais das últimas semanas, prevendo uma comparticipação "a 100% até ao montante de 250 mil euros", anunciou na passada quinta-feira o primeiro-ministro. O valor remanescente, indicou o primeiro-ministro Luís Montenegro, será comparticipado a 85%.

No âmbito das medidas de apoio, também os prazos para cumprimento das obrigações contributivas e fiscais, incluindo o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), pelos contribuintes com residência ou domicílio fiscal nas freguesias mais afetadas pelos incêndios.