Há mais de 25 mil milhões de euros em projetos que preparam-se para aterrar em Sines. O investimento vai da energia, aos centros de dados, às baterias para carros elétricos.
São 30 intenções de investimentos que preparam-se para, à partida, tomar forma nos próximos anos. São promovidos por 53 companhias/consórcios, vindos de 10 países, com 13 a serem PIN.
Em termos de criação de emprego, serão criados mais de 4.500 postos de trabalho diretos, com mais de 6.900 trabalhadores temporários.
"Este é um pólo muito atrativo para os investidores: há terra, há utilidades e há acessibilidade aos mercados", disse esta terça-feira, 3 de março, a presidente da Aicep Global Parques (AGP).
"Temos um grande pipeline de projetos. São os que estão já a instalar-se, os que já fizeram reservas (leads), mas não estão a produzir, são intenções. Estes números são de hoje, amanha são outros", alertou Isabel Caldeira Cardoso durante um Encontro Fora da Caixa que teve lugar em Sines.
A gestora recordou a "procura enorme de projetos de hidrogénio verde" por Sines, mas que "fruto da geopolítica e decisões" acabaram por cair. "Percebemos que não é competitivo transportar hidrogénio para exportação. Serve para descarbonizar unidades que estão ao lado".
Mas "face a este desenvolvimento da IA, temos uma procura enorme projetos para centros de dados e também por cadeias de baterias".
Enumerou assim vários projetos que preparam-se para aterrar em Sines. Um deles é o da Repsol que está a expandir a sua unidade petroquímica, um investimento de mais de 2,2 mil milhões de euros entre os projetos Alba (650 milhões), NextGen (1.100 milhões) e H2 (481 milhões)
No caso da Galp, está previsto um investimento no hidrogénio verde de 1,2 mil milhões de euros, e na produção de combustíveis sustentáveis no valor de 269 milhões.
Outros projetos são a chinesa CALB que prepara-se para investir mais de 2 mil milhões em Sines, criando 1.800 postos de trabalho diretos.
"É muito importante porque vai incorporar Sines na cadeia de valor das baterias automóveis, e tem-nos trazido também alguns dos seus fornecedores para conhecerem a zona e pensarem numa localização", afirmou sobre a CALB, um dos 10 maiores produtores mundiais.
Outro projeto é o do consórcio luso-dinamarquês-neerlandês Madoqua que visa a produção de hidrogénio e de amoníaco verde, um investimento de mi milhões de euros, com a criação de cerca de 100 postos de trabalho diretos.
Outro, é o projeto dos dinamarqueses da Topsoe que visam investir 110 milhões para uma fábrica de componentes de baterias.
Já a espanhola Catalyxx visa investir 100 milhões de euros para produzir butanol verde, destinado à empresa francesa Arkema.
Depois, há o projeto Start Campus, o centro de dados que prevê um investimento de 9 mil milhões de euros.