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Galp garante abastecimento de combustíveis durante manutenção da refinaria de Sines

Uma das unidades da refinaria vai estar em manutenção até ao final do mês de outubro.

A Galp garantiu o abastecimento de combustíveis ao país enquanto uma das unidades da refinaria da Sines está a ser submetida a uma paragem para manutenção até ao final do mês de outubro.

A fábrica de combustíveis é a maior exportadora nacional e a maior produtora de gasóleo e gasolina do país.

"A refinaria continua a funcionar, apenas a Fábrica 3 se encontra em manutenção programada até ao final do mês", respondeu fonte oficial da Galp às perguntas do Jornal Económico esta quarta-feira, 7 de outubro.

"O abastecimento de combustíveis ao mercado nacional está assegurado e não será afetado", segundo a mesma fonte.

A Fábrica 3 é onde a companhia produz o gasóleo e combustível para aviação (jet-fuel).

A refinaria de Sines tem capacidade para produzir diariamente 226 mil barris diários de combustível.

A paragem contempla a manutenção do 'hydrocraker', onde é produzido o gasóleo com capacidade para produzir 40 mil barris diários de 'diesel'.

A refinaria usou 75 milhões de barris de petróleo para produzir 15 milhões de toneladas de combustíveis em 2025.

Já os trabalhos de construção das novas unidades de biocombustível, SAF (HVO) e hidrogénio verde não serão afetados, informou a autarquia de Sines, com base na informação prestada pela refinaria.

"No processo de paragem das unidades a intervencionar e nos arranques das mesmas após esses trabalhos, poderão ocorrer alguns eventos de 'flaring', que são necessários nessas fases para assegurar a segurança das pessoas e das instalações", segundo a autarquia, referindo-se ao fenómeno de queima de gás que dá origem a chamas no topo das chaminés da refinaria.

A refinaria de Sines está incluída no negócio entre a Galp e a Moeve.

Na semana passada, o ministro da Economia defendeu que os interesses nacionais têm de ser salvaguardados no negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve que envolve a refinaria de Sines.

A fusão entre a Galp e a Moeve implica a passagem da refinaria para uma empresa onde a petrolífera lusa só vai ficar com 20%, e a Moeve com a restante percentagem, colocando também as suas duas refinarias nesta sociedade.

Manuel Castro almeida considera que este é um ativo " de evidente valor estratégico" e que o Estado tem a obrigação de colocar os interesses do país em primeiro lugar nesta operação.

Neste momento, o ministro acredita que é possível o negócio avançar cumprindo esta designação.

"Acredito que é possível atingir ambos os objetivos", disse Manuel Castro Almeida em entrevista à "Bloomberg" na sexta-feira, 2 de outubro, esperando que o negócio esteja concluído nos próximos meses.

O Governo considera que é possível conciliar o negócio da fusão entre a Galp e a Moeve com a proteção da refinaria de Sines, a única em funcionamento em Portugal.