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Fazer arte é não ser indiferente ao tempo em que vivemos

e a inquietude o mobiliza, a beleza e a crítica à sociedade não lhe ficam atrás. Para Carlos Aires, o mundo é a sua tela. O coração comanda e aponta ao que não podemos deixar de ver. No MACAM, em Lisboa, as suas obras são um apelo à construção de um mundo melhor.

 Carlos Aires nasceu em Ronda, no coração da Andaluzia. Ainda não era ‘gente’ e já guardava em si as imagens profusamente barrocas das igrejas andaluzas, a sumptuosidade das tradições, os rituais associados às festas religiosas, as vestes, os gestos teatrais, excessivos. Esse legado visual não tocou então nenhuma corda vital do seu ser. Não gritou “quero fazer disto arte”. Talvez porque não houvesse tradição artística na sua família. Talvez por qualquer outra razão que lhe é desconhecida. Certo é que, no liceu, escolheu ciências. A história da arte e a filosofia chegaram com a entrada na universidade. Nas Belas Artes, em Granada. Seguiram-se a Bélgica e os Países Baixos, onde viveu vários anos. Regressou a Espanha e instalou-se em Madrid, onde criou os Mala Fama Estudios. Sim, para os mais intuitivos linguisticamente, o nome quer mesmo dizer isso: “má reputação”.

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