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Evereste, a montanha que vale milhões

Há quem sonhe em alcançar o topo da montanha mais alta do mundo por superação pessoal, outros procuram um troféu pago a peso de ouro. Os valores começam nos 40 mil dólares, mas podem chegar aos 120 mil.

O telefone vibra. É João Garcia, o consagrado alpinista nacional que está no Nepal a responder de viva voz às perguntas do Jornal Económico. O discurso, calmo, revela o traquejo de décadas a enfrentar o silêncio da montanha. Há 27 anos, a 18 de maio, tornou-se o primeiro português a atingir o topo do mundo, o Evereste, o cume mais elevado do planeta com 8848 metros.
Em 2013, seria Maria da Conceição, a primeira mulher portuguesa a conseguir dominar o gigante asiático. “Não houve euforia. Houve silêncio”, recorda, acreditando que o cume não é o fim, mas metade do caminho. Lembra-se do cansaço e de pensar na descida. “É tão perigosa, quanto a subida”, diz. Cansaço também é o adjetivo escolhido por João, revivendo que deveria estar a 50% das suas capacidades devido ao ar rarefeito, uma vez que escalou com a força dos seus pulmões sem recurso a oxigénio artificial.

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