O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, encontrou-se com o presidente russo, Vladimir Putin, depois de ter mantido conversas "construtivas" com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. A Ucrânia apresentou novas ideias e propostas para as negociações em Oslo, que também contaram com a presença dos líderes da Noruega e da Finlândia, além de representantes europeus e da NATO. Uma abordagem coordenada para o diálogo com a Rússia é a intenção do extenso grupo.
Segundo a agência "Reuters", as conversas abordaram “elementos-chave de uma estrutura de paz abrangente” , incluindo garantias de segurança para a Ucrânia, um plano económico pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla. Witkoff teria como objetivo criar um caminho para negociações trilaterais diretas e multilaterais mais amplas. Um dia antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que a Ucrânia chegasse a um acordo para encerrar a guerra com a Rússia. “A Ucrânia precisa de querer acabar com esta guerra”, disse.
Zelensky viajou para a Oslo na tentativa de compor as relações com Washington, que atingiram novos patamares de deterioração depois de Trump ter reatado relações comerciais com a Rússia, suspendido sanções e impedido a normal defesa da Ucrânia face aos ataques russos. Mas, para além das inúmeras vozes que na Europa se levantaram contra a decisão da Casa Branca, Trump ainda teve que se haver com reações negativas tanto de democratas como de republicanos no Congresso norte-americano.
Conversa em São Petersburgo
A reunião entre Witkoff e Putin, que decorreu no Palácio de Constantino, em São Petersburgo, teve a duração de cerca de três horas, segundo a imprensa russa, serviu para o enviado dos EUA inteirar o presidente russo das particularidades da nova proposta de paz. Na sequência do encontro, o Kremlin anunciou que Putin deu o seu acordo "em princípio" para que a Rússia retome as conversações trilaterais de paz (envolvendo Moscovo, Kiev e Washington), que poderão acontecer já em meados de novembro, possivelmente em Abu Dhabi.
Como resultado direto das negociações deste encontro, a Rússia libertou Stephen Hubbard, um cidadão norte-americano de 74 anos que se encontrava detido em território russo há mais de quatro anos. Trump já havia pedido a Putin que libertasse o prisioneiro norte-americano, um ex-professor de 74 anos acusado de lutar como mercenário pela Ucrânia.