O salto foi significativo em apenas 15 anos, num contexto de crescente terciarização da economia e à medida que novos licenciados vão substituindo as gerações mais velhas, maioritariamente com menores qualificações. Em 2011, quando a Troika aterrou em Portugal, havia 876 mil pessoas empregadas com ensino superior. Ou seja, subiu 104% até 2025 (1,8 milhões), contra um aumento de 88% no secundário e uma redução acentuada de 40% entre trabalhadores com menores qualificações. É um número que também não deixa qualquer dúvida sobre a transformação em curso: desde 2011, há menos um milhão de pessoas empregadas com escolaridade até ao nono ano — num período em que o mercado de trabalho ganhou 723 mil trabalhadores.
Ensino Superior. Uma revolução silenciosa do mercado de trabalho
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Há, em Portugal, quase 1,9 milhões de pessoas empregadas com ensino superior. Deixemos este número respirar um pouco, porque não é um valor qualquer. Neste momento, já corresponde a mais de um terço (35%) de todo o emprego no país e, igualmente impressionante, é já o segmento mais representativo, ultrapassando os 1,79 mil milhões que têm ensino secundário ou pós-secundário (formação profissional especializada) e os 1,6 mil milhões que não têm mais do que o terceiro ciclo, segundo os mais recentes dados trimestrais do Instituto Nacional de Estatística (INE).