A nível nacional existem 6.639 vagas para a 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, que arranca esta segunda-feira, 24 de agosto, e termina a 20 de setembro, mais três semanas do que inicialmente previsto, devido ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário e à criação de uma época especial em setembro.
As vagas são o que sobra depois de colocados os 49.991 estudantes na 1.ª fase, que se pautou por uma procura elevada e um acréscimo de 14% nas colocações face à edição de 2025. A maior parte dos 1170 cursos ficaram sem vagas.
Veja aqui os resultados da 1.º fase e as vagas que sobram para a 2.ª fase CNA_2026_fase1
O que sobra é 42% menos. Estas vagas destinam-se a satisfazer os cerca de 10.500 alunos que ficaram sem colocação na primeira fase, bem como àqueles alunos que queiram concorrer agora e aos estudantes que vão realizar os exames nacionais na época especial criada para dar oportunidade aos "lesados" das falhas ocorridas nas correções digitais.
São 412 os cursos com vagas para a 2.ª fase.
Nos cursos para ser professor, por exemplo, sobram 48 vagas vagas apenas quatro instituições: Universidade Politécnica de Portalegre (37), UP Beja (8), UO da Guarda (2) e UP de Setúbal (uma vaga para o regime pós-laboral).
O ISCSP, que integra a Universidade de Lisboa, ostenta já a tabuleta da lotação esgotada. A Universidade Lisboa, em que se integra, a maior do país, lançou a concurso 7800 lugares, dos quais 7711 já estão ocupados.
Na segunda maior, a Universidade do Porto ainda há menos oportunidades. Dos 5111 vagas inicialmente existentes, 5064 já eram. Sobram, portanto, apenas 47.
No ISCTE, universidade, que percentualmente mais aumentou o número de vagas disponibilizadas face ao ano passado (4,7 %), devido ao lançamento de três novas licenciaturas (Direito, Estudos Internacionais e Matemática Aplicada à Economia e Finanças do ISCTE), também sobram poucos lugares. Das 1629 vagas totais, já preencheu 98,8%.
Para esta nova fase, a Universidade do Minho, que preencheu já 97% das vagas, tem 113 lugares sobrantes, distribuídos por 14 cursos. Este número pode crescer, como em qualquer outra instituição, caso haja colocados da 1.ª fase que desistam ou não se matriculem, conforme informação a divulgar pela DGES. A Universidade foi a primeira opção para 4286 candidatos – e desses foram colocados 2367.
A Universidade de Aveiro (UA), que alcançou uma taxa global de ocupação de 95,7% na 1.ª fase, com 2.272 estudantes colocados nas 2.373 vagas disponibilizadas, apresenta somente 101 lugares.
E no conjunto das dez unidades orgânicas da Universidade NOVA, incluindo a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE), que passou a incorporar após a revisão do RJIES, restam 84 lugares em seis cursos.
Os estudantes continuam a preferir o subsistema universitário, com mais de 40 mil candidatos em primeira opção e cuja taxa de ocupação superou os 95%, enquanto os politécnicos foram a escolha preferencial de cerca de 20 mil estudantes, registando uma taxa de ocupação próxima dos 80%. Ainda assim, os politécnicos, que com a publicação do novo RJIES, ganharam a designação de universidade politécnica melhoram o desempenho.
A UPCA – Universidade Politécnica do Cávado e do Ave, antigo IPCA, que, tradicionalmente, se distingue pela procura, não foge à norma: das 770 vagas disponibilizadas preencheu já 702.
O Politécnico de Bragança é o que tem mais vagas: 1138 e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, como já referimos, está completa.
Com 77 vagas livres, Engenharia Informática no Instituto Politécnico de Bragança é a licenciatura com mais lugares por preencher. Segue-se o mesmo curso em Castelo Branco, com 71 vagas, e Engenharia de Energias Renoveis em Bragança, que não teve colocados e tem 60 vagas livres.
Na sequência da queda abrupta da procura em 2025, quando passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação alterou as regras este ano, permitindo que as instituições pudessem voltar a exigir apenas uma prova de ingresso. Este facto é apontado como a tábua de salvação do desempenho deste ano.
A divulgação dos resultados da 2.ª fase do concurso está prevista para 30 de setembro, seguindo-se depois a 3.ª fase entre 10 e 12 de outubro.