Em “Eles eram muitos cavalos”, de Luiz Ruffato, descobrimos a mestria do autor em justapor cenas, impressões, gestos, pensamentos... a que se juntam diversos ready-made, roubando a expressão a Marcel Duchamp, desde a apropriação que faz de textos alheios, como uma previsão astrológica, anúncios sentimentais e de emprego, até à lista eclética dos livros alinhados numa estante.
"Eles eram muitos cavalos". O som e a fúria de São Paulo
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Findo o livro, fica a dúvida: romance ou contos? No final dos 68 fragmentos, chamemos-lhes assim, a dúvida persiste, mas deixou de ter importância.