Skip to main content

Eleições municipais em França: Paris é uma festa

O barómetro parisiense servirá para que os diversos partidos tomem notas para as presidenciais de 2027. Os socialistas estão à frente.

Tradicionalmente importantes, as eleições municipais francesas, que terão lugar entre 15 e 22 de março próximo, assumem este ano um protagonismo especial que lhe é associado pela grave crise política que o país atravessa desde 2024 (quando, em junho, o presidente Emmanuel Macron dissolveu a Assembleia Nacional) e pela degradação dos principais indicadores económicos. Num quadro em que a nova Assembleia saída das eleições antecipadas de junho de 2024 ficou marcada pelo tripartidarismo (entre a esquerda, a extrema-direita e o ‘macronismo’), as eleições municipais servirão para auscultar de que forma os franceses observam os avatares da política interna – marcados pela incapacidade de sucessivos primeiros-ministros não conseguirem um mínimo de tração parlamentar para governarem. O atual, Sébastien Lecornu, acaba de ter de recorrer ao artigo 49.3 da Constituição para forçar a aprovação do Orçamento de Estado para 2026 sem uma votação final na Assembleia Nacional.
Neste contexto, a cidade de Paris afigura-se como um barómetro do que será a evolução política do país, que desembocará, dentro de 15 meses, em eleições presidenciais e logo de seguida parlamentares. Ora, em Paris, Emmanuel Grégoire, candidato que representa a coligação de esquerda La Gauche Unie e o Partido Socialista, lidera as intenções de voto com algum conforto: 31%. A candidatura mais próxima é a de Rachida Dati – do Les Républicains, que concorreu ao cargo em 2020 e perdeu para a socialista Anne Hidalgo – que agrega neste momento 26% das intenções de voto. Pierre-Yves Bournazel, que desistiu de se candidatar em 2020, é o candidato mais próximo de Emmanuel Macron, mas as intenções de voto dão-lhe apenas 14%.
Já Thierry Mariani, membro do Parlamento Europeu, é o candidato da extrema-direita do Rassemblement National, agregando intenções de voto de apenas 5%, o que o colocam no fundo da lista. Sophia Chikirou, candidata do partido La France Insoumise com 11%, e Sarah Knafo (extremista de direita ligada ao antigo candidato à presidência da República Éric Zemmour) também com 11%, completam a lista à prefeitura de Paris.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico