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Continente aposta na automação e IA para tornar operações mais eficientes

A rede de supermercados Continente já tem várias soluções que recorrem à automação ou à inteligência artificial. É o caso dos robôs de limpeza de pavimentos, da aplicação Smart Continente, e da assistente virtual 'Mariana'. Este tipo de tecnologia está em 150 lojas em todo o país e também na maior loja autónoma do mundo, o Continente Bom Dia Leiria São Romão, refere o director of Innovation and Operations Development da MC, Pedro Santos, ao JE.

Se lhe falassem em Robótica e inteligência artificial facilmente associaria estes termos a gastos avultados por parte de uma grande tecnológica norte-americano à procura de uma poção mágica que a colocaria à frente da concorrência. E tal não deixaria de ser verdade. Contudo esta nova realidade destes novos tempos também já chegou ao retalho em Portugal, ou mais em concreto, às superfícies do Continente, que é detida pela Sonae.

O director of Innovation and Operations Development da MC, Pedro Santos, salienta ao Jornal Económico (JE), que o Continente tem vindo a introduzir soluções de automação, incluindo robôs de limpeza de pavimentos, com o objetivo de tornar as operações "mais eficientes, ergonómicas e consistentes".

Este tipo de tecnologia já se encontra em mais de 150 lojas em todo o país, "num investimento contínuo que acompanha a evolução das operações e as necessidades das equipas", explica Pedro Santos.

"Mais do que uma medida de poupança, trata‑se de uma decisão estratégica que procura assegurar maior regularidade e qualidade na limpeza dos espaços, reforçando a segurança e o conforto dos nossos clientes", adianta o director of Innovation and Operations Development da MC.

Pedro Santos refere que esta aposta tem permitido "libertar" as equipas de tarefas repetitivas, garantindo que o tempo e a atenção são canalizados para "reforçar os níveis de satisfação" dos clientes da superfície comercial.

O director of Innovation and Operations Development da MC sublinha que as tecnologias de automação ou robótica ainda têm uma "implementação limitada" no setor do retalho alimentar.

"O Continente, enquanto marca líder em inovação no setor, tem vindo a apostar nestas soluções com o objetivo de facilitar a execução de tarefas operacionais específicas e, assim, ter uma maior e mais eficiente capacidade de resposta às diferentes necessidades dos clientes", explica Pedro Santos.

Pedro Santos explica que este tipo de ferramentas têm sido aplicadas tanto "na retaguarda como na frente" de loja.

"As soluções de automação em armazém permitem, por exemplo, ultrapassar desafios associados ao manuseamento e transporte de caixas pesadas ou de grandes dimensões, reduzindo o esforço físico das equipas e aumentando a eficiência destes processos. Na frente de loja, a robótica está igualmente presente em projetos inovadores, como a maior loja autónoma do mundo – o Continente Bom Dia Leiria São Romão – onde a tecnologia promove um processo de compra mais rápido e conveniente", adianta o director of Innovation and Operations Development da MC.

Pedro Santos sublinha que através da aposta na modernização da cadeia de valor, procura-se "inovar de forma contínua" para oferecer às famílias a melhor experiência de compra.

O director of Innovation and Operations Development da MC diz ainda que o Continente tem sido "pioneiro" na aplicação de soluções de Inteligência Artificial, "combinando inovação tecnológica com uma estratégia clara de melhoria contínua" da experiência do cliente.

"Esta aposta é visível em diferentes projetos, como a maior loja autónoma do mundo – o Continente Bom Dia Leiria São Romão – que referi anteriormente, ou a app Smart Continente, lançada em 2018, que introduziu funcionalidades avançadas como pesquisa por voz personalizada", explica Pedro Santos.

Pedro Santos adianta também que as ferramentas de inteligência artificial têm tido um "impacto relevante" no apoio ao cliente. "Um exemplo disso é a “Mariana”, o primeiro assistente virtual nacional desenvolvido para uma cadeia de retalho alimentar com um nível de detalhe rigoroso, que nos tem permitido responder de forma mais rápida às dúvidas e pedidos do consumidor", diz o director of Innovation and Operations Development da MC.

Pedro Santos destaca que pela "forma célere" com que tem vindo a evoluir, esta é "uma área desafiante" na qual a organização "pretende continuar a investir", porque "acreditamos que apresenta diferentes benefícios, desde a automatização de tarefas à otimização de processos de compra, que reforçam a proposta de valor da marca e contribuem para a satisfação do cliente".