O acordo com o Irão, a guerra na Ucrânia e desequilíbrios económicos globais – que agora os sete países mais ricos do mundo se encarregarão de considerar tendencialmente resolvidos – estarão em cima da mesa da cimeira do G7. Que repentinamente mudou quando os Estados Unidos revelaram – sem que Teerão o contestasse – que o acordo com o Irão será assinado sexta-feira em Genebra, cidade suíça muito próxima da pequena cidade francesa, Évian-les-Bains, onde decorre o encontro. A primeira alteração serão os rasgados sorrisos com que todos vão receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem com certeza todos dedicarão palavras de agradecimento e encómios vários, deixando de parte aquilo que para muitos (mas mesmo muitos) analistas foi uma guerra de três meses e meio completamente inútil e que, na substância, quase nada mudou. A não ser, claro está, o sobressalto inflacionista e o derradeiro alinhamento pela oferta energética dos Estados Unidos. Para trás ficará o semblante carregado e os sorrisos muito amarelos com que Trump foi presenteado nas semanas mais próximas.
Cimeira do G7 marcada pelo acordo com o Irão
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A marcação – sem contestação da parte de Teerão – da assinatura do acordo entre os EUA e o Irão mudou tudo: Donald Trump será recebido como o salvador da economia global. Haverá com certeza tempo para conversas sobre a Ucrânia, a China e a IA.