Skip to main content

Cimeira da União Dois blocos separados por 8% do Orçamento 2027-34

De um lado, 17 países; do outro, seis - os que mais pagam. Mas este não é o único tema a causar tensão na cimeira:a forma de controlar o custo da energia também não colhe unanimidade. Felizmente, há a China: o combate ao comércio predador do Império do Meio reúne todas as vontades.

É o primeiro confronto ‘ao vivo’ entre os 17 países do grupo chamado ‘Amigos da Coesão’ – de que Portugal faz parte – e os ‘Países Frugais’, seis, liderados pela Alemanha. O que os separa são 8% do orçamento que estará em vigor entre 2027 e 2034: os frugais querem um corte orçamental dessa dimensão, oficialmente proposto pela Irlanda, que resultaria num bolo financeiro de 1,62 biliões de euros, o que representa um corte de 141 mil milhões face às ambições da Comissão. Do outro lado, os Amigos da Coesão não querem necessariamente um orçamento expansivo, mas são contrários a qualquer corte – que, estão convencidos, iria colocar em causa o financiamento dos países mais débeis da União.
Até ao fecho desta edição, não havia qualquer perspetiva de entendimento entre as duas partes – o que, aliás, e segundo todos os analistas, se manterá no final da cimeira, esta sexta-feira. Para já, os dois grupos mantêm-se irredutíveis e a perspetiva, mau grado os esforços de António Costa, presidente do Conselho Europeu, que quer ver o assunto fechado até ao final do ano, é que um acordo final só seja possível depois de dezembro. Para complicar ainda mais, o Parlamento Europeu – único órgão eleito diretamente pelos europeus, recorde-se – aprovou uma posição negocial que, ao invés de aceitar o corte de 141 mil milhões, implica uma despesa adicional de 200 mil milhões acima do montante proposto pela Comissão.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico