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CESPU sobe de estatuto e Norte ganha nova Universidade nas Ciências da Saúde

A mudança decorre da entrada em vigor do novo RJIES e marca uma nova etapa no percurso de 44 anos da instituição em Gandra, Paredes, liderada por António Almeida-Diaz. A oferta está concentrada nas Ciências da Saúde, Ciências da Vida e áreas científicas conexas.

CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário foi a única instituição privada a tornar-se universidade com a recente entrada em vigor do novo RJIES - Regulamento Jurídico das Instituições de Ensino Superior. O Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU dá lugar à Universidade CESPU.

A mudança assinala uma nova etapa no percurso de 44 anos da instituição em Gandra, Paredes, e proporciona ao Norte do país uma nova Universidade nas Ciências da Saúde. 

António Almeida-Diaz, presidente da CESPU, diz ao Jornal Económico que esta transformação permite reforçar a  posição da instituição no Ensino Superior na área da saúde, apostando na formação, investigação e internacionalização.

"Temos uma acreditação institucional sem restrições, integramos investigação reconhecida com a classificação máxima pela FCT e atraímos estudantes estrangeiros de 21 nacionalidades, em particular da União Europeia, os quais representam mais de 50% da nossa população estudantil”.

Com 14 ciclos de estudos conferentes de grau: seis licenciaturas, três mestrados integrados, três mestrados e dois doutoramentos, a oferta está concentrada nas Ciências da Saúde, Ciências da Vida e áreas científicas conexas.

Ciências Biomédicas, Ciências Forenses, Ciências da Nutrição, Psicologia e, mais recentemente, Saúde Pública e Gestão e Administração em Saúde são as licenciaturas. A instituição disponibiliza ainda mestrados em Psicologia da Saúde e Neuropsicologia, Reabilitação Oral e Ciências Forenses, bem como doutoramentos em Ciências Biomédicas e Toxicologia.

Na sequência da entrada em vigor do novo RJIES, 13 institutos politécnicos passaram a Universidades Politécnicas: Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.

A mudança de denominação não interfere com a natureza do ensino, que continuará a privilegiar a aprendizagem prática e aplicada, mantendo-se a sua ligação aos territórios e às necessidades do tecido económico e empresarial, segundo esclareceu, no final de julho, o CCISP (Conselho Coordenador das Instituições de Ensino Superior. Porém as novas universidades politécnicas podem agora integrar cursos e unidades orgânicas que antes estavam reservados às universidades clássicas.

Outra mudança tem a ver com a liderança: os presidentes dos politécnicos passam a designar-se reitores das universidades politécnicas e são eleitos diretamente pela comunidade académica.