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Bolsas europeias recuam para mínimos de 2023 e Ásia regista maior queda desde 2008

Terceira sessão sangrenta nas praças de todo o mundo, com os mercados europeus a corrigirem toda a sequência que vinham a realizar. No sudeste asiático, as descidas foram ainda mais além, com a bolsa de Hong Kong a tombar mais de 13%.

As bolsas deram sequência ao sell-off generalizado que se registou nas últimas duas sessões da semana passada, um pouco por todo o mundo, em função de receios ligados às tarifas decretadas por Donald Trump.

Com as pressões inflacionistas potencialmente a caminho de disparar e a possibilidade de uma série de economias desacelerarem ou entrarem mesmo em recessão, cresce a crença de que um corte nos juros da Fed está para breve. A tempestade gera um forte desânimo entre os mercados, que foi visível não apenas nas praças europeias.

No Velho Continente, houve descidas superiores a 4%, tendo mesmo algumas delas superado os 5%, como foi o caso em Espanha e Itália (descidas próximas de 5,15%). Em França e na Alemanha, os principais índices caíram 4,78% e 4,26%, respetivamente.

Em termos agregados, o sentimento foi idêntico, na medida em que o índice Euro Stoxx 600, que engloba as 600 maiores cotadas europeias, contraiu 4,50% na sessão, para mínimos de dezembro de 2023. Queda semelhante foi protagonizada pelo Euro Stoxx 50, ao derrapar 4,31%.

Horas antes, o continente asiático encerrou com perdas ainda mais expressivas, sobretudo na bolsa de Hong Kong, onde estão cotadas muitas gigantes empresariais chinesas. O índice de referência daquela praça, denominado Hang Seng, caiu 13,22%, o que significa a maior queda desde a crise de 2008. Em causa estiveram desvalorizações superiores a 22% na BYD e na Lenovo, ao passo que a Xiaomi caiu mais de 20%.

Olhando para o Japão, houve quedas de 7,83% no Nikkei 225 e 7,79% no Topix, ao mesmo tempo que o chinês Shanghai Composite contraiu 7,34%.