Entre os destaque de terça-feira nos mercados esteve o bater de um novo máximo na bolsa japonesa pelo segundo dia consecutivo. Tudo impulsionado pela vitória com maioria absoluta de Sanae Takaichi nas eleições antecipadas do Japão no fim-de-semana. Isto trouxe de regresso o chamado Takaichi Trade, que reflete as expetativas dos investidores de que as políticas económicas de Sanae Takaichi "vão impulsionar as ações, ao mesmo tempo que enfraquecem o iene (moeda japonesa)", como definiu a CNBC.
"O Nikkei prolongou a subida após as eleições do fim-de-semana no Japão, refletindo uma leitura positiva do resultado eleitoral e da perspetiva de estímulos económicos", assinalou o analista da ActivTrades, Henrique Valente.
"A estabilidade política é valorizada num contexto geopolítico de incerteza e ajuda a ancorar as expectativas dos investidores. O comportamento do iene desde o fim-de-semana reforça essa leitura. A moeda manteve-se estável face ao dólar, sinalizando menor perceção de risco político e reduzindo o receio de mudanças abruptas na política económica ou monetária. Esta estabilidade cambial cria um enquadramento mais favorável aos ativos de risco, em particular às ações. Num momento em que os índices americanos continuam dependentes de um número restrito de grandes tecnológicas e mostram sinais de maior sensibilidade a dados macro e resultados empresariais, o mercado japonês beneficia de uma narrativa alternativa", acrescentou Henrique Valente sobre o desempenho da bolsa japonesa.
Europa encerra em baixa
Entre as principais bolsas europeias o DAX (Alemanha) caiu 0,02% para os 24.999.87 pontos, o CAC 40 (França) valorizou 0,06% para os 8.327,88 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebrou 0,30% para os 10.354,65 pontos.
O AEX (Países Baixos) avançou 0,51% para os 1.004,14 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebrou 0,40% para os 18.123,21 pontos, e o FTSE MIB (Itália) deslizou 0,07% para os 46.791,50 pontos. O PSI quebrou 0,42% para os 8.953,35 pontos.
"As bolsas europeias viveram uma sessão amena, com a maioria dos principais índices de ações a encerrar em leve baixa. A apresentação de contas vai acelerar nos próximos dias e isso pode ter justificado maiores cautelas dos investidores. De destacar as reações entusiasmadas aos números de Philips, Kering e Ferrari, que contrastaram com a resposta negativa aos da TUI e da BP. O PSI acompanhou o ambiente exterior, com as construtoras a registarem as maiores quedas e o BCP a sentir o ambiente negativo da Banca", salientou a research do Millennium sobre o comportamento das bolsas europeias na sessão de terça-feira.
Esta quarta-feira são divulgados os dados do desemprego norte-americano juntamente com as folhas de pagamento agrícolas e os inventários de crude. São conhecidos também os dados referentes à inflação chinesa.