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BCP dispara em bolsa e supera os 13 mil milhões de 'market cap'

O banco liderado por Miguel Maya tornou-se na segunda cotada mais valiosa do PSI e a empresa com melhor desempenho no Stoxx 600, o principal índice europeu.

O Millennium bcp é um dos principais protagonistas da bolsa em 2025. A confiança dos investidores reflete-se na forte valorização dos títulos, no crescimento expressivo da capitalização bolsista e no reconhecimento em índices de referência internacionais. Depois de em 2024 ter valorizado cerca de 70%, à data de hoje a ação regista um aumento Year to Date (YDT) acima dos 90%. A capitalização bolsista subiu de cerca de sete mil milhões de euros para mais de 13 mil milhões e o banco já é a segunda maior cotada do índice nacional. É também a empresa portuguesa com melhor desempenho no Stoxx 600, o principal índice europeu. Destaque também para a inclusão no índice MSCI World, em agosto deste ano.

Os títulos do Millennium bcp entraram em força em 2025 e, no dia 8 de janeiro, dispararam para máximos de abril de 2016, suportados pela melhoria da recomendação do J.P. Morgan de “neutral” para “overweight” com base na atratividade face ao risco. Nesse momento situavam-se nos 46 cêntimos. No final do ano, o valor da ação quase duplicou (89 cêntimos no dia 30 dezembro). Ao longo do ano, foram vários os marcos e os máximos históricos que a ação foi ultrapassando.

No dia a seguir à apresentação dos resultados do primeiro trimestre, que superaram a expetativa dos analistas, a capitalização bolsista do banco ultrapassou a barreira dos 10 mil milhões de euros. Na véspera, em conferência de imprensa, Miguel Maya tinha dito aos jornalistas que “o que para nós é relevante não é se se são 10 ou sete [mil milhões de valor em bolsa]. Para nós é relevante que o banco seja um bom investimento para os acionistas e que os investidores particulares e institucionais tenham aqui um ativo com capacidade estável de geração de resultado e de pagamento de dividendo”, salientando que a valorização na bolsa é um “património de confiança” que o banco foi conquistando “trimestre após trimestre e plano estratégico após plano estratégico”.

Dia 25 de junho, no dia em que o Millennium bcp assinalou 40 anos, Miguel Maya escreveu aos colaboradores do banco, um texto a que o Jornal Económico teve acesso. O CEO deixava “uma palavra de especial apreço para os acionistas que investiram e investem em nós, desde logo aos 205 acionistas fundadores e aos mais de 120 mil acionistas que o BCP atualmente tem, com destaque para a Fosun e para a Sonangol”.

Os mais de 120 mil acionistas referidos observaram mais um ano de forte desempenho do banco na bolsa portuguesa, sendo a segunda ação que mais valorizou (90%), passando a ser a segunda empresa com maior capitalização bolsista e foi também a empresa portuguesa listada no Stoxx 600 com melhor desempenho no ano.

A 25 de agosto, o programa de recompra de ações do BCP lançado em abril terminou, ao esgotar-se a dotação de 200 milhões de euros disponíveis, conforme o banco confirmou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O preço médio do total do buyback do BCP foi de 0,6465 euros Três dias depois, outro marco assinalável, com o regresso, nove anos depois, ao índice de referência MSCI World.

Em setembro, o Jornal Económico publicou um trabalho sobre as três empresas portuguesas que mais do que duplicaram o seu valor em bolsa nos últimos três anos. Das três, era no BCP que se registava o maior aumento (387% a valores de 12 de setembro).

No final de novembro, o banco comunicou ao mercado que a Fitch subiu o rating do BCP e manteve “Outlook” positivo. A manutenção da perspetiva positiva relativa ao BCP (Outlook Positivo) baseia-se na visão da Fitch Ratings sobre o modelo de negócio, a rendibilidade e a capacidade de geração orgânica de capital do banco, devendo estas dimensões evoluir de forma favorável com a execução bem-sucedida do plano estratégico e com a resolução dos riscos de legacy relacionados com os créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira na operação polaca.

Um mês antes, a Morningstar DBRS já tinha subido o rating do BCP de BBB (high) para A (low), com tendência estável. Com uma trajetória marcada por sucessivos máximos, o Millennium bcp encerra o ano como um dos grandes vencedores da bolsa portuguesa.