O Bankinter Portugal faz 10 anos e o seu Country Manager explicou que, na lista de objetivos para os próximos cinco anos, está chegar a sexto maior banco em termos de volume de negócios (o que soma crédito com recursos).
"Esta entrada para o Top 6 será feita com crescimento orgânico e a expetativa tem por base a taxa de crescimento anual composta (TCAC) dos últimos 10 anos, que foi de 12,6%", disse num encontro com jornalistas Alberto Ramos.
"Acreditamos que é possível, com o nosso modelo de negócios, chegar ao Top 6, em termos de volume de negócios gerido em Portugal", disse o responsável da sucursal do Bankinter, que adiantou que "estamos a crescer 3 mil milhões de euros ao ano em volume de negócios".
Alberto Ramos, questionado sobre um eventual interesse no Banco CTT, respondeu que no horizonte não estão aquisições, mas acrescentou que "não deixaremos de olhar" para oportunidades.
"No crédito à habitação, todos os anos temos ganho quota e atingimos, em 2025, os 5,5%", disse Alberto Ramos, que lembrou ainda que "o negócio de consumer finance tem vindo também a crescer todos os anos".
O banco destaca a jornada digital do Crédito à Habitação, com uma plataforma informática que permite ao cliente realizar o seu processo, da simulação até à escritura, remotamente, mas com o apoio do seu gestor.
No crédito a empresas, o Bankinter cresceu, no ano passado, 2,9% e tem hoje uma quota de mercado de 2,71%. O crescimento anual (TCAC), desde a chegada a Portugal, é de 21,8%.
A carteira de crédito ascende a 12 mil milhões de euros, os depósitos a 10 mil milhões e os recursos fora do balanço a 8 mil milhões de euros. O cost-to-income é de 33%, o rácio de malparado (non-performing loans) é de 1,4% (e o custo do risco de 0,28%), e o número de clientes ascende a 276 mil. O banco tem 884 colaboradores e 82 agências.
O banco revela ainda que não tem mais de 25 imóveis recebidos em dação em cumprimento de crédito e salientou que estes foram, essencialmente, herdados do Barclays, garantindo mesmo que, nos últimos dois anos, não receberam nenhum imóvel por incumprimento de crédito.
O negócio de Private Banking também se destaca, com um crescimento de 15,6% em 2025 e um TCAC de 26,3% desde 2016.
O volume de negócios da sucursal do Bankinter Portugal ascendia, no fim de 2025, a 30.144 milhões de euros.
Os resultados antes de impostos do Bankinter Portugal em 2025, tal como já tinha sido revelado, ascenderam a 210 milhões de euros, o que representou um crescimento anual de 7%. Em termos de taxa de crescimento anual composta, traduz-se num crescimento de 39,8%.
Em Portugal, o Bankinter tem o Bankinter Consumer Finance, a Bankinter Gestão de Ativos e o Bankinter Investment. Na banca de investimento em 2025, fez três operações de M&A no valor de 3,4 milhões de euros. Em termos de financiamento estruturado, o Bankinter Investment fez 17 operações no valor de 307 milhões de euros e conta ainda com cinco operações de mercado de capitais no valor de 450 milhões de euros.
"O Bankinter quer crescer em Portugal, continuando a ser um banco sólido, rentável, eficiente e sustentável, com recurso crescente à Inteligência Artificial, mas também ao talento dos nossos colaboradores", disse.
O banco tem joint ventures com o cartão Universo e com a Mapfre (Bankinter Seguros de Vida). Tem ainda um acordo de distribuição com a Generali Tranquilidade.
"Ao longo destes 10 anos, duplicámos a nossa base de clientes, quer na área da Banca de Particulares, a que chamamos de Banca Comercial, quer na área da Banca de Empresas. Hoje em dia temos 278 mil clientes", sublinhou o banqueiro.
Portugal representa 14% do volume de negócios do Grupo Bankinter.
"O grupo Bankinter tem 60 anos de atividade. Começou como uma joint venture entre o Banco Santander e o Bank of America e era para ser um banco industrial, ou seja, dedicado apenas ao negócio das empresas. Assim foi durante algum tempo, mas depois evoluiu para um banco universal", referiu Alberto Ramos, sublinhando a importância das parcerias na história do banco.
"Somos um banco universal com uma capitalização bolsista de cerca de 12 mil milhões de euros", disse Alberto Ramos sobre o banco liderado por Gloria Ortiz.