Como é que estão a trabalhar para ameaças que, possivelmente, só irão acontecer daqui a 10 anos?
A Thales está envolvida na computação quântica, temos especialistas a desenvolver algoritmos, o que já fazemos há muitos anos, mesmo antes de surgir o tema quântico. Quando o tema do quântico começou a surgir, lançamos aquilo a que designamos de candidatos a algoritmos e que pudessem evitar que um computador quântico quebrasse o algoritmo criptográfico. Não é um tema novo, é uma questão de construir sobre as experiências anteriores e avançar. Conseguimos ter uma visão antecipada do que as pessoas, ou seja, os especialistas mundiais, acreditam que vai acontecer quando tivermos computadores quânticos e como é que eles vão conseguir quebrar esses códigos. Podia dizer-se que é uma pressuposição, claro, porque ninguém tem absoluta certeza, mas vamos usar esses algoritmos, que são considerados mais fortes, e integrá-los nos nossos produtos atuais.
Ameaça quântica: empresas sabem do risco, mas faltam ações concretas
/
A computação quântica vai alterar o mundo tal como o conhecemos. O processamento de dados será muito mais rápido, o que trará benefícios mas também muitos perigos, mesmo para os dados que hoje em dia estão encriptados e supostamente seguros. Setores como a banca, a saúde e até a defesa estão já a olhar seriamente para o que aí vem. Em Paris, durante a apresentação de várias soluções na área da defesa cibernética da Thales, a especialista de cibersegurança da empresa francesa, Eva Rudin, explico em entrevista exclusiva ao Jornal Económico, como a maioria das empresas europeias estão a olhar para a ameaça quântica.