Os frascos de vidro enchidos com água suja do tingimento de malhas chegaram à hora combinada ao laboratório do departamento de engenharia química da Universidade de Coimbra. O sol batia as nove horas. Os investigadores com as suas luvas azuis pegaram-lhes como se estes contivessem uma bebida sagrada. Cada gota daquele líquido vale “ouro”. Pela primeira vez, as amostras para testar a promissora tecnologia portuguesa Dyeloop saíam diretamente de uma fábrica. Da ATB, Acabamentos Têxteis de Barcelos. Não são um produto de imitação feito em tubos de ensaio. São reais. A empresa têxtil levara até à universidade água proveniente do seu processo de produção para testar uma nova tecnologia com potencial para revolucionar a indústria da moda. A alquimia estava prestes a acontecer.
A ideia portuguesa que pode mudar a moda
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Uma equipa da Universidade de Coimbra desenvolveu uma tecnologia capaz de limpar a água suja da tinturaria têxtil e reutilizar o corante. Já testada em ambiente industrial vai avançar para protótipo em 2027 com a ATB. No futuro, pode gerar poupanças de meio milhão de euros às PME do setor.