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Warren Buffett reformou-se, e agora?

Cheguei ao CHI Health Center, em Omaha, às seis da manhã. Achei que estaria uma longa fila.

Afinal, há décadas a primeira hora do sábado da assembleia da Berkshire Hathaway se parece mais com um culto do que com um evento corporativo. Para minha surpresa, não havia fila. Caminhei pela feira de exposições das empresas investidas Geico, See’s Candies, Brooks Running, Dairy Queen, BNSF, NetJets sem disputa por souvenirs, sem aquela liturgia que canonizou o evento como o “Woodstock dos Capitalistas”. Quando subi para a parte mais alta da arena, a vista revelou a cena mais simbólica do dia: cadeiras vazias. Muitas. Numa arena que já recebeu mais de 40 mil acionistas, hoje estavam pouco mais de metade.
Foi a primeira assembleia da Berkshire Hathaway sem Warren Buffett no comando como CEO. Ele segue como chairman, fez comentários da plateia, deu entrevista à CNBC, mas o palco, agora, é de Greg Abel. E o vazio na arquibancada dizia mais sobre o momento dos mercados do que qualquer linha do balanço da holding.
Saí de Omaha com uma pergunta que interessa a qualquer investidor, em qualquer mercado: Warren Buffett reformou-se. E agora?

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