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Habitação - Como os custos com regras esvaziam os concursos para cooperativas

As cooperativas habitacionais reduzem o preço final das casas destinadas a jovens e famílias carenciadas, mas as exigências a nível de eficiência energética associadas aos contratos públicos afastam construtores. Além disso, falta mão de obra e os terrenos urbanos escasseiam.

Os jovens não ficam em casa dos pais por escolha, ficam por não conseguirem pagar uma habitação própria. Os preços elevados da compra e do arrendamento estão a empurrar um número recorde de jovens entre os 18 e os 34 anos para uma permanência forçada no quarto de infância. Como resolver este problema? “Criando uma oferta específica para estes segmentos, com preços compatíveis com a sua capacidade financeira. Para as famílias mais vulneráveis, isso significa habitação com valores entre 1.500 e 2.300 euros por metro quadrado. Já para a classe média-baixa e média, os preços terão de situar-se, em média, entre os 2.500 e os 3.500 euros por metro quadrado”, defende João Moura, Partner da EY – Real Estate, Hospitality & Construction.
Uma das soluções passa pelo regresso aos modelos de cooperativas imobiliárias, que tiveram um papel determinante na década de 80. Mas quem compra estas casas? “São os jovens, as classes de baixo poder económico e a classe média/baixa. Contudo existem também cooperativas para classe média e média/alta”, diz João Moura.

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